Os Lençóis Maranhenses, conhecidos mundialmente por suas paisagens deslumbrantes de dunas e lagoas, agora ganham um novo marco cultural: o Orum Ayê, o primeiro bloco afro da região. Com o objetivo de enaltecer e celebrar a ancestralidade negra, o bloco surge como um símbolo de resistência, representatividade e compromisso com a cultura local, trazendo à tona a riqueza das tradições africanas que permeiam a história do Maranhão.
O Orum Ayê, cujo nome significa “Céu e Terra” em iorubá, já começou suas atividades com oficinas de dança afro, ministradas pelos renomados bailarinos, coreógrafos e multiartistas Richardson Carvalho e Elizete Campos, de São Luís. As oficinas, realizadas nos dias 8 e 15 de fevereiro, introduziram os participantes aos movimentos característicos da dança afro, como os gestos fluidos dos braços, mãos e pernas, que convidam ao sentir e ao se deixar levar pelos ritmos ancestrais.
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Ao som de instrumentos como o atabaque, agogô e cabaça, os participantes mergulharam no ijexá, um dos ritmos mais tradicionais da cultura afro-brasileira. As atividades marcaram o início de um ciclo de ações que prometem fortalecer a identidade negra na região, além de fomentar a valorização da cultura local.
A diretoria do Orum Ayê assume um compromisso claro com a promoção da cultura negra, buscando não apenas preservar, mas também difundir as tradições que têm raízes profundas no Maranhão, estado conhecido por sua forte influência africana. O bloco promete ser um espaço de expressão, resistência e celebração, unindo arte, música e dança em prol da ancestralidade.
“Abre alas que o primeiro bloco afro dos Lençóis Maranhenses chegou!”, anuncia o Orum Ayê, em um chamado que ressoa como um convite à comunidade e aos visitantes para se conectarem com as raízes que moldaram a identidade cultural da região.
Em um cenário de beleza natural sem igual, o Orum Ayê surge como um lembrete de que, além das dunas e lagoas, os Lençóis Maranhenses guardam uma história viva, pulsante e cheia de significados. O bloco promete ser um novo capítulo na trajetória cultural da região, celebrando a força e a resistência do povo negro.
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