Funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) decidiram paralisar as atividades da agência de Bacabal, no Maranhão, a partir desta segunda-feira (27/01). A greve foi motivada pelas precárias condições de trabalho e a falta de qualidade no atendimento ao público, após a interdição da agência da cidade na semana passada. Desde então, o banco passou a operar em um galpão improvisado e em um caminhão, sem infraestrutura adequada.
O local provisório, que não conta com extintores de incêndio, possui apenas um banheiro e apresenta problemas de ventilação, expondo tanto os funcionários quanto os clientes a riscos à saúde e à segurança. O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB/MA) cobrou repetidamente melhorias da direção da CEF, mas, segundo os trabalhadores, nenhuma medida efetiva foi tomada até o momento.
“Não é aceitável que um banco com lucros superiores a R$ 10 bilhões em 2024 exponha seus trabalhadores e a população a condições tão degradantes”, afirmou Francisco Sousa, coordenador do SEEB/MA. Ele destacou que a paralisação foi a única alternativa diante do descaso da instituição.
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Após o início da mobilização, a Caixa instalou quatro aparelhos de ar-condicionado de 60 mil BTUs no galpão e realizou algumas melhorias, como a colocação de divisórias e mobiliário. No entanto, os bancários avaliam que as condições ainda estão longe do ideal. “Falta melhorar o sistema de refrigeração, reduzir os riscos de incêndio e garantir banheiros adequados”, enumerou Dielson Rodrigues, também coordenador do sindicato.
Marcelo Bastos, outro representante da categoria, reforçou que a greve continuará caso a Caixa não garanta um ambiente de trabalho e atendimento digno. “Exigimos respeito da Caixa. A colaboração e solidariedade do cidadão e da cidadã são fundamentais nesta luta”, ponderou.
A paralisação em Bacabal chama a atenção para as condições de trabalho em agências bancárias em todo o país, especialmente em regiões onde a infraestrutura é mais precária. Enquanto as negociações entre o sindicato e a direção da CEF não avançam, a população local enfrenta dificuldades para acessar serviços bancários essenciais.
A Caixa Econômica Federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações dos trabalhadores ou sobre um prazo para a conclusão das melhorias necessárias.
Com informações da Agência Tambor
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