Praias de São Luís seguem impróprias para banho em 2024, agravadas pela poluição urbana

As praias mais afetadas pela poluição incluem Ponta d’Areia, Calhau e Olho d’Água, locais muito procurados tanto por moradores quanto por turistas

O Maranhão continua figurando entre os estados com o maior percentual de praias impróprias para banho no Nordeste, dividindo o topo do ranking com a Bahia, conforme o levantamento anual sobre balneabilidade divulgado em 2024. A pesquisa revelou um quadro preocupante para a capital maranhense, onde, de 14 pontos de praias analisados ao longo do ano, nenhum foi classificado como próprio para o banho.

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Apenas um dos trechos foi classificado como regular, enquanto 10 foram considerados ruins e 3 receberam a pior classificação, sendo considerados péssimos. As praias mais afetadas pela poluição incluem Ponta d’Areia, Calhau e Olho d’Água, locais muito procurados tanto por moradores quanto por turistas, o que acentua ainda mais a preocupação com a saúde pública e o impacto ambiental.

O principal fator que contribui para essa degradação ambiental é a poluição da Baía de São Marcos, que margeia a cidade e sofre com o lançamento irregular de esgoto e resíduos urbanos. Essa situação reflete a carência de cobertura do sistema de saneamento básico e a poluição dos rios urbanos que deságuam diretamente no litoral da capital.

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A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) tem realizado limpezas e inspeções preventivas em ramais de esgoto, buscando minimizar o impacto do descarte inadequado. No entanto, especialistas alertam que são necessárias ações estruturais mais amplas para resolver o problema de longo prazo, especialmente considerando a alta carga de poluentes que afeta a qualidade das águas.

O governo estadual tem intensificado fiscalizações para combater o despejo irregular de efluentes e já aplicou sanções a infratores. Além disso, campanhas de conscientização sobre o descarte adequado de resíduos têm sido promovidas, mas as limitações do sistema de saneamento básico e a insuficiência das estações de tratamento de esgoto continuam sendo desafios para a melhoria da qualidade da água nas praias.

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A presença de coliformes fecais e outros contaminantes na água representa riscos diretos à saúde dos banhistas, podendo causar doenças gastrointestinais e de pele, como micoses. A contaminação das águas também afeta a cadeia alimentar marinha, prejudicando a biodiversidade local e comprometendo o ecossistema.

Desafio nordestino

Esse cenário de balneabilidade insatisfatória não é exclusivo de São Luís. O levantamento aponta que a Bahia, também no topo do ranking, teve 42,9% de suas praias classificadas como impróprias para banho. Em outras capitais nordestinas, como Recife, nenhuma praia foi considerada própria durante todo o ano de 2024. No entanto, destinos turísticos como Porto de Galinhas e Carneiros, em Pernambuco, foram classificados como regulares, ainda aquém do ideal.

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