Até onde você precisa se humilhar? Tudo para ter holofote

A postura do deputado revela, para muitos, o vazio de uma estratégia focada na busca incessante por visibilidade.

Na última terça-feira (06), o deputado estadual Yglesio Moysés (PRTB) protagonizou uma cena curiosa na Assembleia Legislativa do Maranhão ao discursar em inglês para comemorar a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Yglesio celebrou o triunfo de um político estrangeiro, enquanto seu próprio estado enfrenta desafios graves que, para muitos, deveriam ser sua prioridade. A cena levanta um questionamento cada vez mais frequente: até onde é preciso se humilhar para manter-se em evidência?

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A escolha de Yglesio causou uma mistura de espanto e humor, especialmente entre eleitores que esperam que seus representantes concentrem esforços nos problemas locais. O Maranhão, o estado mais pobre do Brasil, enfrenta sérios desafios em áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança. No entanto, o parlamentar preferiu dedicar seu tempo a exaltar a extrema-direita internacional, evidenciando um afastamento das reais necessidades de sua base eleitoral.

O gesto de Yglesio não passa de uma tentativa de garantir holofotes, independentemente da relevância do tema para os problemas locais. Em vez de concentrar-se nas pautas que impactam diretamente a vida dos maranhenses, o deputado parece cada vez mais inclinado a associar sua imagem ao bolsonarismo e à extrema-direita global. Durante a última campanha para a prefeitura de São Luís, ele contou com o apoio do inelegível Jair Bolsonaro, que até visitou a capital para impulsionar sua candidatura. No entanto, o resultado foi decepcionante: Yglesio obteve apenas 3,18% dos votos, longe do necessário para disputar um segundo turno.

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Mesmo diante desse fracasso eleitoral, o deputado insiste em um discurso alinhado a figuras internacionais controversas, como Trump, na esperança de conquistar visibilidade entre um eleitorado conservador (como se o maranhense estivesse mesmo ligado na eleição dos EUA). No entanto, esse comportamento está cada vez mais sendo visto como um esforço desesperado por relevância, ainda que isso signifique desviar o foco das reais demandas de sua comunidade.

O discurso de Yglesio em inglês rapidamente viralizou, mas não por motivos positivos. Nas redes sociais, o episódio foi alvo de críticas e piadas, e muitos usuários ironizaram a performance do deputado, questionando sua fluência no idioma e a real necessidade de exaltar Trump em vez de priorizar os problemas do Maranhão. Entre comentários jocosos e críticas diretas, uma pergunta se repetia: até onde Yglesio estaria disposto a ir, ou a se “humilhar”, para ter um momento de fama?

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A postura do deputado revela, para muitos, o vazio de uma estratégia focada na busca incessante por visibilidade. Lembrando agora sobre o episódio onde ele resolver lutar com um empresário e tornar isso um circo midiático.

Yglesio parece mais interessado em consolidar uma imagem de aliado da extrema-direita do que em servir os maranhenses, que precisam de políticas públicas efetivas e de um representante comprometido com a realidade local.

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