CCVM apresenta a nova exposição Fio d’água, com destaque para bordados do Boi da Floresta e futuros possíveis para os oceanos

Fio d’água propõe uma experiência imersiva que combina realidade aumentada, bordados e narrativas sonoras poéticas para refletir sobre os desafios climáticos e o futuro dos oceanos.

Fruto da residência artística das francesas Elsa Mroziewicz e Cécile Palusinski no Centro Cultural Vale Maranhão em 2024, Fio d’água propõe ao público uma viagem por seis cidades flutuantes imaginárias, criadas a partir de referências reais e soluções inovadoras ao redor do mundo. A exposição estará aberta à visitação a partir de 31 de março, nesta terça-feira.

Inspiradas em contextos como Taiwan, Nordeste brasileiro, Estrasburgo (França), Miami (Estados Unidos), Índia, Marrocos e Tunísia, essas cidades apresentam alternativas resilientes diante dos impactos das atividades humanas nos oceanos. Mais do que cenários fictícios, revelam possibilidades concretas para um futuro sustentável. Elsa Mroziewicz e Cécile Palusinski, idealizadoras e curadoras da exposição, comentam mais sobre:

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“Estas cidades flutuantes são espaços reais e poéticos, que combinam soluções ecológicas e narrativas imaginárias, alimentadas pela mitologia ligada à água. São grandes quadros sonoros em realidade aumentada que permitem descobrir inovações, com a ideia subjacente de criar pontes entre a arte e a ciência.”

Ao longo da exposição, o visitante é convidado a se aprofundar no cotidiano desses territórios por meio de um diário de bordo de um capitão, entrevistas em vídeo e relatos de cientistas, arquitetos e comunidades de pescadores, ampliando o olhar sobre iniciativas reais que já apontam caminhos de transformação. Para as curadoras, o desejo era um só: “queríamos, acima de tudo, reencantar o olhar sobre o oceano.” Além disso, elas comentam que “cada quadro é uma porta de entrada para outro lugar, mas também um convite a refletir sobre o nosso lugar no mundo.”

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Um dos grandes destaques da exposição é a participação de bordadeiras do Bumba Meu Boi da Floresta de Mestre Apolônio, em São Luís, que contribuíram diretamente para a construção visual da obra. Seus bordados, carregados de tradição, saberes populares e identidade maranhense, integram a narrativa da mostra e conectam o público local a esse imaginário global.

A exposição Fio d’água está em cartaz no Centro Cultural Vale Maranhão a partir do dia 31 de março de 2026, com visitação aberta ao público e acesso gratuito, de terça a sábado, das 10h às 19h.

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Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão:

O Centro Cultural Vale Maranhão é um espaço cultural mantido pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região.

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