Cantata para Virna é um espetáculo que une música, afeto e mobilização coletiva em apoio à cantora maranhense Virna Lisi. A cena musical do Maranhão se manifesta e reúne uma gama de seus maiores expoentes nesta ocasião marcada para o próximo dia 14 de março, sábado, no palco do Miolo Café Bar – Av. Litorânea.
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Cantora de Samba e MPB, turismóloga e musicoterapeuta, Virna construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade artística e pelo compromisso com a cultura. Atualmente, ela passa por tratamento de um tumor no mediastino que atingiu a laringe e as cordas vocais. A notícia mobilizou a comunidade musical maranhense, que se uniu em campanhas de oração e doações, fortalecendo uma rede de apoio que vai além dos palcos e fronteiras. A Cantata nasce exatamente desse movimento: transformar música em cuidado, encontro em esperança e presença em gesto concreto de solidariedade.
Em tempos em que a voz de Virna passa por um processo delicado de cuidado, outras vozes se levantam para cantar por ela, com ela e ao lado dela. A noite contará com artistas de diferentes vertentes da música maranhense, todos reunidos pelo mesmo propósito.
Josias Sobrinho – Mestre e um dos grandes nomes da música popular maranhense, compositor refinado, com trajetória ligada à valorização da identidade cultural do estado e forte presença no cancioneiro regional. Autor de clássicos como “Dente de Ouro”, “Engenho de Flores”, “Catirina” e “Terra de Noel”. Teve suas músicas gravadas por artistas como Papete, Alcione, Rita Benneditto, Zeca Baleiro, Leci Brandão, e Xuxa.
Tutuca Viana – Cantor e compositor com expressiva atuação na cena local, reconhecido pela versatilidade e pelo diálogo entre tradição e contemporaneidade. É também reconhecido nacionalmente como produtor cultural, idealizador do consagrado Lençóis Jazz & Blues Festival, de edições anuais em São Luís e Barreirinhas (MA), Palco Mundo (São Luís – MA), Culturarte e o São José de Ribamar Jazz & Blues Festival.
Sued Richarllys – Músico, arranjador, violonista, guitarrista e produtor musical maranhense, com atuação destacada na cena de São Luís, Maranhão. Assinou a direção musical e arranjos do espetáculo “QUATRO 70”, um projeto que celebra a música popular maranhense com ícones como Joãozinho Ribeiro, Chico Saldanha, Josias Sobrinho e Sérgio Habibe. Trabalha ativamente com o cantor e compositor Josias Sobrinho, participando de projetos como “Canção em Canção” e no álbum “Quando For Verão”, onde atua na guitarra e violão de aço.
Ronald Pinheiro – Autor de clássicos do cancioneiro maranhense como a toada “Mimoso” e a balada “Beijo na Boca”, o cantor e compositor maranhense, Ronald Pinheiro, se faz presente no cenário artístico nacional desde os anos 80 quando acompanhou nomes como Jorge Mautner, Robertinho de Recife, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.
Gerude – Artista de personalidade forte, que imprime autenticidade e identidade às suas composições e interpretações, transitando com naturalidade pela música brasileira. Natural de Codó, Maranhão, Gerude tem composições gravadas por artistas e bandas famosas, a exemplo de “Jamaica São Luís”, que foi registrada por Timbalada e Margareth Menezes e “Tempo de Guarnicê”, gravada por Alcione, entre outras. Ele traz em sua discografia os álbuns “Tempos Súbitos”, de 1996; “De Cima”, de 2002; e “Maré Cheia”, de 2006, entre outros.
Evandro Costa – Além de programador musical, coordenador artístico da Mirante FM, existe o universo paralelo em que Evandro apresenta os seus dotes musicais tocando violão com um repertório de artistas brasileiros como fontes de inspiração na sua vida. Aquilo que dizia ser brincadeira, um hobby predileto, ganha um novo contexto: o palco. Com carreira dedicada à música nos bastidores, Evandro participou como “backing vocal” de discos de César Nascimento e Chico Maranhão.
Fátima Passarinho – Referência feminina na música local, dona de uma trajetória consistente e marcada pela valorização da canção popular. É uma reconhecida cantora e intérprete maranhense, destacada por sua voz marcante e forte atuação na música popular maranhense. Ela é frequentemente celebrada como uma “diva” da música local, com trajetória ligada a eventos culturais tradicionais, incluindo o Carnaval e São João.
Célia Leite – Célia Leite é uma cantora e compositora maranhense, natural de Penalva, destaque na cena cultural de São Luís, tendo participado de importantes projetos musicais e festivais. A trajetória de Célia Leite começou nos anos 1980. Formada em Turismo, ela também estudou durante oito anos na Escola de Música do Maranhão, onde consolidou a base técnica que sustenta sua carreira ao longo dos anos.
Dongah – Artista com energia contagiante e repertório que dialoga com diferentes públicos. É cantor e músico, conhecido por participações em shows locais em São Luís. Já dividiu palco com outros artistas maranhenses, incluindo participações em espetáculos como o “Andarilho Parador” junto com Tom Cleber.
Nosly – É cantor, compositor, professor e pesquisador da música popular brasileira. Construiu uma carreira que dialoga com o samba, a MPB e as sonoridades universais. Viveu e atuou em países como Alemanha, Espanha, França e Portugal, participando de festivais, realizando gravações e compondo em diferentes idiomas.Paralelamente à carreira artística, Nosly dedica-se à educação musical. É idealizador da oficina itinerante Trilhas e Tons, projeto voltado à teoria musical aplicada à música popular, por meio do qual compartilha conhecimento e estimula novos compositores e intérpretes.
Djalma Chaves – Músico experiente, com longa atuação na cena cultural maranhense e reconhecido pela versatilidade artística. É um renomado cantor e compositor, natural de Vargem Grande (MA) e radicado em São Luís desde 1973. Destaca-se pela MPB com influências regionais, tendo lançado diversos álbuns, incluindo o aclamado “Andarilho”. Conhecido pela sua trajetória internacional, participou de festivais na Europa e foi premiado na Espanha e EUA.
Música como corrente de cuidado – A Cantata para Virna simboliza a força de uma classe artística que caminha com união. O couvert artístico, no valor de R$ 30, integra o movimento solidário. A expectativa é de uma noite marcada por emoção, reencontros e pela celebração da arte como instrumento de cura.


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