Apesar do crescimento de 2,5% em 2023, o Maranhão permanece como o estado com o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil, posição que ocupa consistentemente na série histórica do IBGE. O valor de R$ 22.020,63 representa menos da metade da média nacional (R$ 53.886,67) e apenas 80% da média do Nordeste, que já é a mais baixa entre as grandes regiões.
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Os dados do Sistema de Contas Regionais, divulgados nesta quarta-feira (14), mostram que o desempenho maranhense ficou abaixo tanto da média nacional (3,2%) quanto da regional (2,8%). A participação do estado no bolo econômico brasileiro se manteve estável em 1,4% entre 2022 e 2023, mesmo patamar de 2022.
Cenário de longo prazo
Em uma análise de duas décadas, de 2002 a 2023, a economia maranhense registrou um crescimento acumulado de 102,8%, com taxa média anual de 3,4% – desempenho superior à média nacional de 2,2% ao ano no período. Esse crescimento, no entanto, não foi suficiente para alterar significativamente a posição relativa do estado no ranking socioeconômico nacional.
A participação do Maranhão no PIB brasileiro, que era de 1,1% em 2002, subiu para 1,4% em 2023, um ganho de 0,3 ponto percentual em 21 anos. Um avanço modesto se comparado a estados como Mato Grosso, que aumentou sua participação em 1,2 ponto percentual no mesmo intervalo.
Contexto regional
O Nordeste como um todo manteve sua participação no PIB nacional em 13,8% entre 2022 e 2023. Na região, apenas Pernambuco (0,1 p.p. para cima) e Bahia (0,1 p.p. para baixo) tiveram oscilações em suas participações, ambas vinculadas à cadeia de produção do petróleo.
O PIB per capita do Nordeste ficou em R$ 27.681,97 em 2023, pouco mais da metade da média nacional. O Rio Grande do Norte, com R$ 30.804,91, aparece como o estado nordestino melhor posicionado no ranking, ainda assim na 19ª posição nacional.
Perspectivas e desafios
A manutenção do Maranhão na última posição do ranking de PIB per capita reflete desafios históricos de desenvolvimento econômico e distribuição de renda. O crescimento verificado nas últimas duas décadas, embora consistente, não tem sido capaz de alterar substancialmente a posição relativa do estado no panorama nacional.
O resultado reforça a necessidade de políticas públicas focadas não apenas no crescimento do PIB, mas na geração e distribuição de riqueza de forma a elevar os indicadores de renda da população maranhense.


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