Um novo ataque de grileiros contra o Quilombo Onça, localizado no município de Santa Inês, foi denunciado na manhã de quinta-feira (7). De acordo com relatos dos moradores e organizações de apoio, um fazendeiro da região adentrou o território tradicional escoltado por jagunços e com um trator, com o claro objetivo de promover desmatamento ilegal.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
A ação, documentada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom), causou danos ambientais à vegetação nativa e representou uma grave ameaça à integridade física das famílias. O episódio reforça o histórico de violência e conflitos fundiários que assolam a comunidade.
Por meio de resistência e mobilização coletiva, os quilombolas conseguiram barrar o avanço imediato da destruição e expulsar os invasores do local, impedindo que mais prejuízos fossem registrados. Apesar da ação bem-sucedida de defesa, o clima entre os moradores permanece de tensão e alerta, diante da possibilidade de novos ataques.
A vulnerabilidade do território está diretamente ligada à pendência de sua regularização fundiária. O Quilombo Onça encontra-se atualmente na fase final de elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), etapa crucial para a obtenção da titulação coletiva da terra. Enquanto esse direito constitucional não é efetivado, a comunidade segue exposta à cobiça e à pressão de madeireiros e grileiros.
Organizações que atuam na região alertam para a necessidade de medidas urgentes por parte do poder público. É exigida a proteção efetiva da área, a responsabilização dos envolvidos na invasão e a agilização do processo de titulação para garantir a permanência segura das famílias em seu território tradicional.
O caso do Quilombo Onça expõe, mais uma vez, a frágil proteção estatal conferida aos povos e comunidades tradicionais no estado e a urgência de políticas que previnam a violência e a destruição ambiental.
Com informações da Agência Tambor.


Deixe um comentário