A Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) inaugurou, neste mês, o site do Centro de Pesquisa em Arqueologia e História Timbira (CPAHT). A plataforma digital funciona como um museu virtual e consolida-se como um importante espaço de pesquisa e divulgação da história dos povos indígenas do estado, com foco na família Jê, que dominou a extensa área do Cerrado Maranhense.
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O grupo inclui os povos Apanyekrá, Apinayé, Canela, Gavião, Parkatejê, Krahô, Krikati e Gavião Pykopjê, além de povos do grupo linguístico Tupi, como os Guajajara, Tenetehara, Awá-Guajá e os Ka`apor. O site permite o acesso público a dados de pesquisas e a parte do acervo da instituição.
Criado em 10 de agosto de 2015 como um projeto de extensão do Núcleo de Estudos Indígenas (NEAI), o CPAHT está dividido em três segmentos: arqueologia, etnologia e cultura popular do sertão maranhense. A chefe da Divisão de Arqueologia da Uemasul, Ana Karolyne Santos Araújo, explicou que o objetivo do site é ampliar a visibilidade das pesquisas da universidade sobre os povos indígenas.
Ela destacou que um dos trunfos da plataforma é a disponibilização de parte do acervo arqueológico, etnológico e educativo em formato digital. O site é descrito como o resultado de um trabalho árduo da equipe na busca pela democratização do acesso ao patrimônio cultural.
Reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como uma instituição de guarda e pesquisa de bens arqueológicos, o CPAHT abriga um acervo considerável. São 26.685 peças, incluindo artefatos líticos, cerâmicos, vidros, louças, metais e materiais arqueofaunísticos, além do cadastro de 48 sítios arqueológicos e sete ocorrências arqueológicas.
O museu virtual pode ser acessado no endereço museucpaht.uemasul.edu.br.


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