A Prefeitura de Itapecuru-Mirim promoveu uma série de exonerações de servidoras comissionadas após a abertura de um procedimento investigatório pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) para apurar indícios de nepotismo no município. As nomeações de esposas de integrantes do alto escalão do governo municipal foram alvo de denúncia.
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A investigação do MP-MA identificou pelo menos três casos que se enquadrariam como nepotismo cruzado, uma prática vedada pela legislação. Os nomes citados são os de Talyta Roana Cordeiro Silva Guilhon, esposa do procurador-geral do município; Joseane Oliveira Licar, casada com o assessor de comunicação; e Alessandra Pereira Nascimento, esposa do secretário municipal de Infraestrutura.
Em nota, a prefeitura confirmou as nomeações, mas defendeu-se argumentando que as servidoras possuíam qualificação para os cargos e que não havia parentesco direto com o prefeito Filipe Marreca. O Ministério Público, no entanto, considerou as justificativas insuficientes para afastar as suspeitas de favorecimento pessoal.
O caso de Alessandra Nascimento foi particularmente questionado pelos promotores, que encontraram indícios de que sua lotação foi alterada em um suposto esforço para burlar as restrições legais.
Diante da pressão, a administração municipal começou a rever as indicações. A prefeitura informou que Joseane Licar já havia sido exonerada. De acordo com apuração deste jornal, Talyta Guilhon, que ocupava o cargo de coordenadora de Recursos Humanos, também foi exonerada no último dia 28 de agosto.
A trajetória funcional de Talyta chamou a atenção. Ela iniciou suas funções com um salário bruto de R$ 3.037,27. Já no segundo mês de gestão, seu vencimento bruto foi elevado para R$ 5.000,00. Ao ser exonerada, a servidora recebeu uma parcela rescisória de R$ 11.138,89 brutos. O Ministério Público segue com o procedimento para determinar a legalidade de todas as nomeações e a possível configuração de ato de improbidade.


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