Deputado Júnior Lourenço emprega sogra com salário pago pela Câmara e pode responder por improbidade

A nomeação de Maria Jackeline foi efetivada em maio de 2022, quando o deputado já era casado com sua filha, Carolina Trovão Bonfim.

O deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA) emprega a própria sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, de 61 anos, em seu gabinete na Câmara dos Deputados. A nomeação, considerada nepotismo pela legislação, já consumiu R$ 120 mil dos cofres públicos em salários e benefícios e pode levar o parlamentar a responder por ato de improbidade administrativa.

A nomeação de Maria Jackeline foi efetivada em maio de 2022, quando o deputado já era casado com sua filha, Carolina Trovão Bonfim. Inicialmente contratada como secretária parlamentar com salário de R$ 1.328,41, a sogra do parlamentar recebeu uma promoção em dezembro de 2023. Atualmente, seu vencimento bruto é de R$ 1.764,93, mas com a soma de auxílios-moradia, alimentação e outros benefícios, a remuneração total ultrapassa R$ 3,2 mil mensais.

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A prática é expressamente vedada pela Constituição Federal, que estabelece os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência na administração pública. A proibição foi reforçada em 2008 por uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda a nomeação de parentes por afinidade, como é o caso da sogra (considerada parente em linha reta de primeiro grau) para cargos comissionados.

O caso de nepotismo não é o único a constranger a trajetória do parlamentar. Em agosto de 2024, sua esposa, Carolina Trovão Bonfim, registrou um boletim de ocorrência contra ele por violência doméstica, alegando que foi arrastada pelos cabelos durante uma lua de mel em Ipojuca (PE). Dias depois, porém, ela divulgou uma nota pelas redes sociais do marido classificando o episódio como um “mal-entendido” e negando as agressões.

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Eleito em 2018, Júnior Lourenço também integra a lista dos deputados com o pior índice de presença nas votações do plenário da Câmara. Sua atuação parlamentar tem sido marcada por posicionamentos que divergem da ala majoritária de seu partido, o PL. Em 2024, foi o único deputado do partido presente em uma sessão do Conselho de Ética a votar pelo arquivamento de processo contra André Janones (Avante-MG), atraindo críticas públicas de correligionários.

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