Apesar de uma queda de 18% nas exportações para os Estados Unidos em agosto (primeiro mês completo sob a tarifa adicional de 50% imposta pelo governo norte-americano), a balança comercial brasileira registrou um superávit robusto de US$ 6,1 bilhões, o maior para o mês em anos.
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De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), divulgados nesta quinta-feira (4), a receita com as vendas aos EUA recuou de US$ 3,39 bilhões em agosto de 2024 para US$ 2,76 bilhões este ano. A tarifa, que incide sobre metade dos produtos que o Brasil envia ao país, entrou em vigor no dia 6 de agosto.
O resultado negativo com o segundo maior parceiro comercial do país, porém, foi amplamente compensado por performances positivas em outras frentes. As exportações totais do Brasil cresceram 3,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo US$ 29,9 bilhões. Já as importações caíram 2%, ficando em US$ 23,7 bilhões.
O desempenho foi puxado principalmente pela China, destino de um terço de tudo que o Brasil vende ao mundo. As vendas para o mercado chinês subiram expressivos 29,9% em agosto, somando US$ 9,6 bilhões. Outro desempenho destacado foi o comércio com os parceiros do Mercosul, que avançou 27,9%, alcançando US$ 2,2 bilhões.
Os números mostram uma bem-sucedida diversificação das rotas de exportação brasileiras, que conseguiram neutralizar o impacto das barreiras comerciais erguidas por Washington e resultaram em um superávit 35,8% maior que o de agosto do ano passado.


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