O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de 48 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestar sobre um documento de pedido de asilo político encontrado no celular do político durante operação da Polícia Federal. O prazo foi estabelecido na noite desta quinta-feira (23).
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
De acordo com a decisão, o relatório da PF que indiciou Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) demonstra tentativas de descumprir medidas cautelares que proibiam contato com outros investigados no inquérito sobre atos golpistas. O documento de 33 páginas, sem data ou assinatura, cogitava a possibilidade de asilo político junto ao presidente argentino Javier Milei e estava salvo no aparelho desde o início deste ano.
O ministro também citou na decisão o contato do general Braga Netto com Bolsonaro após ser proibido pela Justiça, além de trocas de mensagens com aliados para orientar publicações em redes sociais – inclusive por meio de perfis de terceiros.
Moraes destacou a “reiteração de condutas ilícitas” e o “comprovado risco de fuga” como motivos para a exigência de esclarecimentos. O caso já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se oferece denúncia contra Bolsonaro e seu filho perante o Supremo.
A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou oficialmente sobre o novo prazo estabelecido pelo ministro.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário