A Polícia Federal (PF) formalizou nesta quarta-feira a acusação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, pelo crime de tentativa de obstrução da Justiça. As investigações são parte do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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De acordo com o relatório da PF, as provas colhidas indicam que Bolsonaro planejava solicitar asilo político na Argentina para escapar da ação da Justiça brasileira. O principal elemento é um documento de 33 páginas, encontrado no smartphone do ex-presidente, que contém um pedido de asilo político em regime de urgência. O arquivo era editável e não estava datado ou assinado.
Os investigadores sustentam que o teor do pedido demonstra que, desde fevereiro, Bolsonaro articulava meios para deixar o país com o objetivo de impedir a aplicação da lei penal. A PF também recuperou, por meio de perícia, áudios e conversas que haviam sido apagadas do celular do ex-presidente. As mensagens, trocadas com o pastor Silas Malafaia e com o deputado Eduardo Bolsonaro, seriam evidências de articulações para intimidar autoridades e atrapalhar o andamento dos inquéritos.
Os metadados do documento de asilo apontam que o arquivo foi criado por um usuário identificado como “Fernanda Bolsonaro”, possivelmente a nora do ex-presidente e esposa do senador Flávio Bolsonaro. A PF estabeleceu uma conexão temporal ao relatar que, dois meses antes da última edição do arquivo, em 5 de dezembro de 2023, Bolsonaro notificou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma viagem à Argentina programada para os dias 7 a 11 do mesmo mês.
O relatório conclui que os elementos coletados indicam que o ex-presidente possuía um documento que viabilizaria sua evasão do Brasil, especialmente após o início das investigações sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito. As acusações agora seguem para análise do Ministério Público Federal, que decidirá se oferece denúncia contra os investigados.
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