A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (12/8), manter a ação penal que investiga o doleiro Alberto Youssef por suposto pagamento de propina para liberar um precatório no valor de R$ 113,3 milhões no Maranhão. A corte rejeitou por unanimidade o recurso da defesa, que pedia a absolvição do empresário, e determinou a continuidade das investigações por corrupção e lavagem de dinheiro.
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O caso remonta a 2014, quando Youssef, figura central da Operação Lava Jato, foi preso pela Polícia Federal no Hotel Luzeiros, em São Luís, enquanto negociava o suposto repasse de R$ 6 milhões em propinas para acelerar o pagamento de um precatório da empreiteira UTC/Constran, do empresário Ricardo Pessoa, também delator da Lava Jato. De acordo com a delação premiada de Youssef, ele teria intermediado o pagamento de R$ 3 milhões a João Guilherme de Abreu, então secretário da Casa Civil do governo Roseana Sarney (MDB), em troca da liberação do valor. Youssef ficaria com 15% do montante.
Em depoimento, o doleiro admitiu o esquema e relatou que viajou a São Luís após Abreu reclamar do não recebimento de R$ 1 milhão. A PF apurou que o ex-secretário esteve no hotel momentos antes da prisão de Youssef e teria saído com o dinheiro. A defesa do empresário argumentou que Abreu não tinha competência para liberar o precatório, pedindo o descarte do crime de corrupção ativa, mas os ministros rejeitaram a tese.
O julgamento, suspenso desde junho, foi retomado com o voto do ministro Sebastião Reis Júnior, que acompanhou o relator Antonio Saldanha Palheiro. A decisão reforça o andamento das apurações sobre o caso, que envolve ainda investigações contra outros agentes públicos no Maranhão.


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