A China concedeu licenças para 183 empresas brasileiras exportarem café ao mercado chinês, anunciou a embaixada do país em Brasília no último sábado (2). A medida surge como uma alternativa para os produtores brasileiros após os Estados Unidos imporem uma tarifa de 50% sobre o café do Brasil, que entrará em vigor a partir de 6 de agosto.
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As novas autorizações têm validade de cinco anos e ampliam as oportunidades para os exportadores, que buscam diversificar seus destinos diante da medida protecionista americana. Os EUA são o principal comprador do café brasileiro, adquirindo cerca de 8 milhões de sacas por ano. Com a taxação, os produtores temem perder competitividade no mercado norte-americano, que responde por um terço das exportações do setor, movimentando US$ 4,4 bilhões nos últimos 12 meses.
Enquanto isso, a China, maior parceiro comercial do Brasil, ainda importa volumes modestos de café brasileiro – em junho, foram 56 mil sacas, contra 440 mil enviadas aos EUA, segundo o Cecafé. A abertura do mercado chinês pode ajudar a compensar eventuais perdas, mas especialistas destacam que o país asiático ainda não tem o mesmo peso que os Estados Unidos no consumo do produto.
Com 85% da safra de café arábica já colhida neste ano, conforme dados da Safras e Mercado, os exportadores aguardam definições sobre possíveis exceções à tarifa americana. Enquanto isso, a autorização chinesa chega em um momento estratégico, oferecendo um novo caminho para o café brasileiro.
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