A expulsão do deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, após o parlamentar defender o ministro Alexandre de Moraes e criticar Donald Trump, escancara a contradição do partido. Enquanto setores estratégicos da economia brasileira sofrem com tarifas norte-americanas, a maior bancada da Câmara concentra esforços para aprovar a anistia a acusados de golpe de Estado, com Jair Bolsonaro como principal alvo da medida.
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Com 95 deputados, o PL transformou seu poder político em instrumento de defesa pessoal. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), promoveu moção de louvor a Trump no mesmo dia em que os EUA impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP) admitiu que sua prioridade não é o país, mas evitar a prisão do pai. “Se houver cenário de terra arrasada, pelo menos estarei vingado”, declarou o deputado em vídeo.
As medidas protecionistas de Trump atingem em cheio o agronegócio, base eleitoral do bolsonarismo. A indústria de carnes estima perdas de US$ 1 bilhão, enquanto o setor cafeeiro projeta US$ 481 milhões em prejuízos. Apesar disso, o PL mantém atos de alinhamento incondicional, como a exibição de faixas com o slogan trumpista no plenário pelo deputado Delegado Caveira (PL-PR).
No Senado, o líder Carlos Portinho (PL-RJ) radicaliza: ameaçou prender ministros do STF caso a anistia não seja aprovada. Especialistas apontam que o partido abandonou qualquer agenda nacional para se tornar um mecanismo de defesa pessoal – mesmo que isso implique atacar instituições e sacrificar setores estratégicos da economia brasileira.
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