A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), em 2012. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma redução de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 1,1 ponto na comparação anual.
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O número de desempregados chegou a 6,3 milhões de pessoas, queda de 17,4% frente aos três meses anteriores. Já a população ocupada atingiu um recorde de 102,3 milhões, com crescimento de 1,8% no trimestre e de 2,4% no ano. O nível da ocupação, proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, subiu para 58,8%, reforçando a tendência de recuperação do mercado de trabalho.
O emprego formal também registrou avanço, com 39 milhões de trabalhadores com carteira assinada, maior número da série. No setor privado, houve aumento de 3,7% em relação a 2024, somando 1,4 milhão de novos postos. A informalidade, porém, ainda preocupa: 38,7 milhões de pessoas trabalham sem registro, representando 37,8% da força de trabalho.
O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.477, alta de 3,3% no ano, enquanto a massa de rendimentos chegou a R$ 351,2 bilhões, crescimento de 5,9%. A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui desempregados, subocupados e desalentados, caiu para 14,4%, a menor já registrada. O número de desalentados (quem desistiu de procurar emprego) recuou para 2,8 milhões.
O IBGE recalculou os dados da PNAD Contínua com base no Censo Demográfico de 2022, ajustando as estimativas populacionais. A metodologia revisada confirma a trajetória de redução estrutural do desemprego, embora desafios como a informalidade persistam.
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