Em pronunciamento em rede nacional na noite desta quarta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. O chefe do Executivo classificou a medida como “chantagem inaceitável” e afirmou que o Brasil “não aceitará ameaças”.
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A medida, anunciada pelo governo norte-americano, foi interpretada pelo Palácio do Planalto como um ataque às relações bilaterais. Lula destacou que, mesmo após mais de dez reuniões entre representantes dos dois países e uma proposta formal enviada pelo Brasil em 16 de maio, a resposta foi uma imposição tarifária.
O presidente reforçou o compromisso com a soberania nacional e a independência das instituições brasileiras, citando especificamente o Poder Judiciário. Ele condenou tentativas de interferência externa no sistema legal do país, chamando-as de “grave atentado à soberania”.
Sem citar nomes, Lula também criticou políticos brasileiros que, segundo ele, apoiam as medidas dos EUA contra o Brasil, chamando-os de “traidores da pátria”. Além disso, mencionou a necessidade de regulamentação de plataformas digitais estrangeiras para combater crimes como desinformação e discurso de ódio.
O presidente rebateu acusações de práticas comerciais desleais, afirmando que os EUA acumularam superávit de US$ 410 bilhões em relação ao Brasil nos últimos 15 anos. Sobre a agenda ambiental, destacou a redução do desmatamento na Amazônia pela metade em dois anos e a meta de zerá-lo até 2030.
Lula também defendeu o Pix, afirmando que o sistema “é do Brasil” e que não serão tolerados ataques a essa conquista nacional.
O governo brasileiro sinalizou que pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso, caso as tarifas sejam mantidas. Apesar do tom contundente, Lula reafirmou o interesse em manter boas relações com os EUA e outros países, mas deixou claro que o Brasil não cederá a pressões.
O pronunciamento marca um dos momentos mais tensos nas relações entre os dois países nos últimos anos, indicando uma possível escalada nas tensões comerciais caso não haja negociação.
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