China amplia investimentos no Brasil com foco em energia, tecnologia e agronegócio

A China já responde por 28% das exportações brasileiras e 41,4% do superávit comercial do país.

Diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos importados, o Brasil tem fortalecido sua parceria comercial com a China, maior comprador de commodities brasileiras. Até 2032, empresas chinesas devem investir mais de R$ 27 bilhões no país, segundo a ApexBrasil, com projetos em energia renovável, tecnologia, mineração e logística.

A China já responde por 28% das exportações brasileiras e 41,4% do superávit comercial do país. Soja, petróleo bruto e minério de ferro representam 75,6% desse fluxo. Agora, os investimentos se expandem para outros setores, como mobilidade elétrica e semicondutores.

A gigante chinesa de entregas Meituan anunciou investimento de R$ 5 bilhões para entrar no mercado brasileiro sob a marca Keeta, com operações previstas para começar no Nordeste. A empresa estima gerar 100 mil empregos indiretos.

A Envision Energy vai construir no Rio de Janeiro o primeiro parque industrial Net-Zero da América Latina, com foco em hidrogênio verde e combustível sustentável para aviação (SAF), em um investimento de R$ 5 bilhões. Já a CGN Energy investirá R$ 3 bilhões em um hub de energia eólica e solar no Piauí, com capacidade de 1,4 GW.

A rede de fast food Mixue, conhecida por sorvetes e chás, vai comprar frutas brasileiras para sua produção, com investimento inicial de R$ 3,2 bilhões e previsão de 25 mil empregos até 2030. Na mineração, a chinesa Baiyin Nonferrous adquiriu a Vale Verde por R$ 2,4 bilhões, visando aumentar a produção de cobre, ouro e prata.

A Longsys, por meio da subsidiária Zilia, ampliará suas fábricas em Atibaia (SP) e Manaus (AM) com R$ 650 milhões, focando em semicondutores e memória eletrônica. A Didi, controladora do aplicativo 99, planeja investir R$ 1 bilhão em entregas e infraestrutura para veículos elétricos.

Acordos como o da Raízen com a SAFPAC para produção de combustível sustentável e a cooperação entre Fiocruz e Biomm para fabricação de insulina reforçam a integração bilateral. A ABES e o grupo chinês ZGC fecharam parceria em inteligência artificial e infraestrutura de dados.

Com os novos projetos, a relação comercial entre Brasil e China deve se aprofundar, reduzindo a dependência de mercados tradicionais e impulsionando setores de alta tecnologia.

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