Prefeito de Sorocaba é investigado por pagar R$ 183 mil em dinheiro vivo por imóvel de luxo

Segundo a PF, o valor pago à vista não tem origem comprovada, enquanto o restante do valor total (R$ 1,5 milhão) foi financiado.

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), conhecido nas redes sociais como “prefeito tiktoker”, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) após a descoberta de que utilizou R$ 183 mil em dinheiro vivo como entrada para a compra de um imóvel de alto padrão. O caso faz parte da Operação Copia e Cola, que apura desvios na saúde pública do município.

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O imóvel, localizado no condomínio fechado Chácara Ondina, na zona leste da cidade, foi alvo de um mandado de busca e apreensão em 10 de abril. A primeira-dama, Sirlange Maganhato, também é investigada no esquema. Segundo a PF, o valor pago à vista não tem origem comprovada, enquanto o restante do valor total (R$ 1,5 milhão) foi financiado.

Relação com igreja e suspeita de lavagem de dinheiro

A investigação revelou que a empresa da primeira-dama recebeu R$ 750 mil da igreja Cruzada dos Milagres dos Filhos de Deus, fundada em 2020 pela irmã dela, a pastora Simone Frate, e seu cunhado, o pastor Josivaldo Souza. Os repasses foram feitos via boletos, o que, segundo a PF, dificultaria o rastreamento.

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Outro alvo é o empresário Marco Mott, amigo pessoal do prefeito, suspeito de atuar como operador financeiro do grupo. A PF identificou que ele comprou imóveis com valores declarados abaixo do mercado – um deles foi registrado por R$ 450 mil, mas o pagamento real ultrapassou R$ 1 milhão.

Depósitos em espécie e trânsito na prefeitura

Mott, que não ocupa cargo público, teve livre acesso à prefeitura e participou de reuniões com secretários. A PF constatou que, em cinco ocasiões, ele saía dessas reuniões e fazia depósitos em dinheiro vivo – um deles, de R$ 20,4 mil, foi flagrado por câmeras de segurança bancária. No total, mais de R$ 6 milhões em espécie, sem origem clara, circularam em suas contas.

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Defesa alega perseguição política

Os advogados do prefeito e da primeira-dama afirmaram que as acusações são “infundadas e políticas”, garantindo que todas as transações são legais e declaradas. A defesa de Mott preferiu não se manifestar.

A operação, que já bloqueou R$ 20 milhões e apreendeu R$ 600 mil em dinheiro, investiga crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e fraude em licitações. Até o momento, não há mandados de prisão.

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