O Ministério Público de São Paulo decidiu arquivar a denúncia contra policiais militares do 90º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de São José do Rio Preto, registrados em vídeo queimando uma cruz durante um ritual interno. As imagens, originalmente divulgadas nos perfis oficiais da corporação, geraram polêmica nas redes sociais e foram posteriormente removidas.
No vídeo, é possível ver uma cruz em chamas, um brasão de fogo com a inscrição “Baep” e policiais com os braços erguidos à altura do ombro, em meio a viaturas e bandeiras da PM. A cena foi associada por internautas e entidades de direitos humanos a simbologias nazistas e ao ritual de queima de cruzes da Ku Klux Klan, grupo supremacista dos Estados Unidos.
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O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) chegou a encaminhar o caso à Organização das Nações Unidas (ONU), argumentando que a prática poderia remeter a atos de intimidação contra minorias. Em resposta, o comando do batalhão afirmou que se tratava de um ritual de formatura, sem conotação discriminatória, destinado a simbolizar o encerramento de um ciclo de treinamento.
O promotor Cleber Takashi Murakawa, responsável pelo caso, concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar crime ou infração disciplinar, determinando o arquivamento do processo. A decisão reacende o debate sobre a adoção de símbolos e rituais nas forças de segurança e seus possíveis significados históricos.
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