A economia brasileira registrou crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho, que totalizou R$ 3 trilhões, ficou em linha com as expectativas do mercado, que previa expansão de 1,5%.
O setor agropecuário foi o principal motor do Produto Interno Bruto (PIB), com salto de 12,2%, recuperando-se da queda de 4,4% observada no último trimestre de 2024. O resultado reflete uma supersafra beneficiada pelo clima favorável e chuvas regulares desde outubro do ano passado.
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Indústria pressionada por juros altos
Enquanto a agropecuária avançou, a atividade industrial recuou 0,1%, pressionada principalmente pelas indústrias de transformação e construção civil. Analistas atribuem o resultado à política monetária restritiva, com a taxa básica de juros (Selic) em 14,75% ao ano.
Apesar do custo elevado do crédito, o consumo das famílias cresceu 1%, revertendo a queda de 0,9% registrada no trimestre anterior. O aquecimento do mercado de trabalho, com desemprego em 6,6% em abril – o menor para o mês na série histórica – e a massa salarial real em recorde (R$ 349,4 bilhões), sustentaram a demanda.
Investimentos em alta
Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) apresentaram forte recuperação, com alta de 3,1% – a maior em um ano. O desempenho foi impulsionado por importações de bens de capital, como plataformas de petróleo, e pelo dinamismo do setor de tecnologia. A taxa de investimento chegou a 17,8% do PIB, acima dos 16,7% do primeiro trimestre de 2024.
No setor externo, as exportações avançaram 2,9%, enquanto as importações cresceram 5,9% na comparação com o quarto trimestre do ano passado.
Perspectivas
Embora o primeiro trimestre tenha superado expectativas, analistas projetam desaceleração nos próximos meses devido ao impacto cumulativo dos juros altos. Apesar disso, o PIB acumula 17 trimestres consecutivos de crescimento, com alta de 2,9% na comparação anual.
O governo federal aposta em medidas como a expansão do crédito consignado e novos programas habitacionais para sustentar o consumo e os investimentos. O desafio será equilibrar o ritmo da atividade econômica com a política monetária ainda restritiva.
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