A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril deste ano, o menor índice para o período desde 2012, quando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua começou a ser realizada. Os dados, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma queda em relação ao mesmo período de 2024, quando o índice estava em 7,5%.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
A pesquisa revela que o mercado de trabalho brasileiro mantém uma trajetória de recuperação, com quedas consecutivas nas taxas de desocupação há 46 trimestres seguidos. Além disso, o rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 3.426, o maior valor já registrado para um trimestre encerrado em abril e o maior patamar da série histórica.
Queda na informalidade
A taxa de informalidade recuou para 37,9%, abaixo dos 38,3% registrados no trimestre anterior e dos 38,7% de abril de 2024. Atualmente, o país tem 39,2 milhões de trabalhadores informais, em um total de 103,3 milhões de pessoas ocupadas. A melhora no indicador foi impulsionada pelo aumento de empregos formais, que cresceram 0,8% no trimestre e 3,8% no ano.
“O mercado está absorvendo mão de obra e segue resiliente, melhorando a qualidade do emprego, com destaque para o crescimento dos trabalhadores com carteira assinada”, afirmou William Kratochwill, pesquisador do IBGE.
Setores em alta
Na comparação anual, cinco setores apresentaram crescimento: indústria geral (3,6%), comércio e reparação de veículos (3,7%), transporte e armazenagem (4,5%), informação e comunicação (3,4%) e administração pública e serviços sociais (4%). Já a agricultura e pecuária registraram queda de 4,3%.
A população subutilizada — que inclui desempregados e pessoas que poderiam trabalhar mais — ficou em 18 milhões, estável no trimestre, mas 10,7% menor que no ano anterior. O número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, recuou 11,3% no mesmo período, chegando a 3,1 milhões.
Os dados reforçam a tendência de recuperação do mercado de trabalho, com aumento da formalização e da renda média, embora a informalidade ainda atinja quase 40% dos trabalhadores.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário