O delegado da Polícia Federal Caio Pelim foi surpreendido nesta terça-feira (27) ao ser informado, durante um depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que ele próprio é investigado no inquérito que apura supostas operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar a votação de eleitores do Nordeste no segundo turno das eleições de 2022.
Pelim comparecia ao STF como testemunha de defesa do ex-ministro Anderson Torres, mas, antes de começar seu depoimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou que ele integra a lista de investigados. A defesa de Torres argumentou que o inquérito já teria sido encerrado, mas o ministro Alexandre de Moraes rebateu, afirmando que as investigações foram prorrogadas a pedido da PGR.
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O delegado, que à época era diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, participou de reuniões sobre as estratégias de atuação das forças de segurança nas eleições. Ele já havia prestado depoimento à PF e, como não foi indiciado no relatório final da corporação, acreditava não ser mais alvo da investigação.
Ao ser informado de sua condição de investigado, Pelim teve seus direitos garantidos, incluindo o de permanecer em silêncio para não se autoincriminar. Moraes justificou a medida como forma de evitar a anulação futura do depoimento, caso o inquérito seja arquivado sem que o delegado seja formalmente denunciado.
O inquérito, que permanece sob sigilo, já levou à prisão do ex-diretor da PRF Silvinei Vasques em 2023. Ele foi solto em agosto de 2024 e responde a uma ação penal relacionada a tentativas de desestabilização democrática.
A PGR ainda não se manifestou sobre a possibilidade de denúncia contra Pelim. O caso segue em andamento no STF.
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