Pelo menos seis palestinos que protegiam caminhões de ajuda humanitária contra saqueadores foram mortos em ataques aéreos israelenses, segundo autoridades do Hamas nesta sexta-feira (23). O incidente expõe os desafios na distribuição de suprimentos à população de Gaza, que enfrenta fome após 11 semanas de bloqueio imposto por Israel.
Embora o Exército israelense afirme que 107 caminhões com alimentos e medicamentos tenham entrado em Gaza pelo posto de Kerem Shalom na quinta-feira, a entrega tem sido irregular devido a saques e violência. Grupos de ajuda relatam que homens armados têm roubado carregamentos perto de Khan Younis, desviando alimentos destinados a famílias em situação crítica.
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O Hamas confirmou a morte de seis integrantes de uma equipe de segurança encarregada de proteger os comboios. Israel não se manifestou sobre as acusações, mas afirmou ter atingido 75 alvos militares em Gaza durante a noite, incluindo depósitos de armas. Autoridades palestinas relatam pelo menos 25 mortes nos bombardeios.
Desde que Israel flexibilizou parcialmente o bloqueio na segunda-feira, 119 caminhões entraram no território, segundo organizações locais. No entanto, parte da ajuda permanece retida em postos de controle, sem alcançar os desabrigados, que vivem em barracas improvisadas. Grupos humanitários classificam a medida israelense como insuficiente e uma tentativa de reduzir pressões internacionais.
O bloqueio foi intensificado em março, após o colapso de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, que acusam mutuamente de sabotar a distribuição de ajuda. O conflito, desencadeado pelo ataque do Hamas em outubro de 2023, já deixou mais de 53.600 mortos em Gaza, segundo autoridades locais, e agravou uma crise humanitária com relatos generalizados de desnutrição.
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