Uma grande mancha escura foi registrada na praia do Olho d’Água, em São Luís, no início da tarde desta terça-feira (20). Moradores e banhistas relataram forte odor de esgoto, levantando preocupações sobre possível despejo irregular de efluentes no mar.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema) informou que enviou uma equipe técnica ao local para coletar amostras da água e investigar a origem da contaminação. Em nota, a pasta afirmou que monitora regularmente a balneabilidade das praias da região e que eventuais irregularidades são comunicadas aos órgãos responsáveis para adoção de medidas.
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Já a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) negou que se trate de esgoto in natura, atribuindo o fenômeno a “línguas negras” – manchas formadas por material orgânico arrastado pelas chuvas, como vegetação em decomposição e resíduos descartados irregularmente. A empresa destacou que realiza inspeções periódicas na rede de esgoto para evitar descartes inadequados.
Segundo caso em dois meses
Este é o segundo episódio do tipo em pouco tempo. Em março, manchas marrons apareceram nas praias de São Marcos e do Calhau, assustando banhistas. Na ocasião, análises da Sema descartaram contaminação microbiológica, mas um estudo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) detectou níveis elevados de amônia e nitrito, substâncias tóxicas para a vida marinha, possivelmente oriundas de drenagem urbana.
Apenas duas praias próprias para banho
O último relatório de balneabilidade da Sema, divulgado em 12 de maio, apontou que apenas dois trechos na região metropolitana de São Luís estão próprios para banho:
- Praia Ponta d’Areia (em frente ao Centro de Atendimento ao Banhista)
- Praia do Mangue Seco (em frente à Biblioteca do Caranguejo, na Raposa)
As demais praias, incluindo São Marcos, Calhau e Olho d’Água, apresentam contaminação acima do limite seguro, especialmente após chuvas, que carregam poluentes das ruas para o mar. A Sema recomenda evitar o banho por pelo menos 24 horas após tempestades.
Enquanto as investigações continuam, moradores cobram ações mais efetivas para garantir a preservação das praias e a segurança dos banhistas.
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