Collor cumpre prisão domiciliar em cobertura de luxo avaliada em R$ 9 milhões

Sua defesa conseguiu o que milhões de trabalhadores jamais alcançariam: o direito de cumprir pena em uma cobertura de luxo, com piscina, cinco quartos e cinco vagas de garagem.

Enquanto milhões de brasileiros enfrentam filas do INSS, salários atrasados e a brutalidade do sistema carcerário, o ex-presidente Fernando Collor cumpre sua pena em um apartamento de R$ 9 milhões, com vista para o mar de Ponta Verde, em Maceió. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de converter a prisão do condenado em regime domiciliar escancara, mais uma vez, o abismo entre a Justiça dos ricos e a dos pobres no Brasil.

Collor, figura emblemática da corrupção e do privilégio de classe, foi preso no último dia 24, mas sequer precisou enfrentar as condições degradantes de um presídio comum. Alegando “problemas de saúde” e “idade avançada” (aos 74 anos), sua defesa conseguiu o que milhões de trabalhadores jamais alcançariam: o direito de cumprir pena em uma cobertura de luxo, com piscina, cinco quartos e cinco vagas de garagem. Enquanto isso, idosos pobres apodrecem em celas superlotadas, sem acesso a medicamentos, e presos com doenças graves morrem à espera de um habeas corpus.

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A ironia é ainda mais perversa quando lembramos que o próprio apartamento onde Collor agora “cumpre pena” estava sob penhora por uma dívida trabalhista de R$ 264 mil — valor irrisório para um patrimônio milionário. Um ex-funcionário de uma de suas empresas espera há anos por justiça, enquanto o ex-presidente desfruta de conforto e impunidade.

O caso é mais um capítulo na história de um país onde a lei é flexível para os poderosos. Collor, que já deveria estar há muito tempo atrás das grades por seus crimes durante e após a presidência, segue sendo tratado como uma exceção. O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, legitima essa distorção ao conceder regalias que jamais seriam estendidas a um trabalhador comum.

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Se há algo que a “prisão domiciliar” de Collor deixa claro, é que o Brasil ainda é uma nação dividida entre os que podem comprar sua liberdade e os que pagam com a própria vida. Enquanto a Justiça servir aos interesses de uma elite intocável, a democracia continuará sendo apenas um discurso vazio.

É hora de perguntar: quando será que o povo brasileiro vai deixar de financiar, com seus impostos, a impunidade dos que sempre nos roubaram?

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