A partir desta terça-feira (29), servidores do Ministério da Cultura (MinC) e de suas instituições vinculadas, como Iphan, Ibram, Fundação Biblioteca Nacional e Funarte, deflagraram uma greve por tempo indeterminado. A paralisação, aprovada em pelo menos 15 estados e no Distrito Federal, tem como principais bandeiras a reestruturação da carreira e a valorização dos profissionais do setor.
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A decisão foi tomada após a falta de avanços nas negociações com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável por analisar o plano de reestruturação apresentado pelo MinC no ano passado. De acordo com a Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef), seis reuniões foram marcadas e adiadas pelo MGI, sem que houvesse qualquer retorno sobre as demandas.
“A greve não ocorre por falta de ação do MinC, mas pela ausência de respostas do MGI”, afirmou Ruth Vaz Costa, representante da Condsef. Entre as principais reivindicações estão a equiparação salarial com outras carreiras do serviço público federal e a redução da sobrecarga de trabalho, agravada pelo corte de 36,6% no quadro de pessoal do ministério na última década — um percentual quase cinco vezes maior que a média de redução no funcionalismo federal no mesmo período.
Em nota, o MinC afirmou que respeita o movimento e destacou que segue em diálogo com o MGI para avançar na proposta de reestruturação. A greve já foi aderida em estados como Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, entre outros, com possibilidade de ampliação nos próximos dias.
A paralisação deve afetar serviços como processos de tombamento histórico, fiscalização de bens culturais e eventos promovidos pelas instituições vinculadas. Não há previsão de quando as atividades serão normalizadas.
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