A federação partidária entre Progressistas (PP) e União Brasil, que deve criar a maior bancada da Câmara e uma das mais influentes do Senado, já enfrenta turbulências internas antes de sua formalização. O acordo, que previa um rodízio na presidência do novo bloco, sofreu reviravoltas após a quebra de um entendimento inicial que colocaria o deputado Arthur Lira (PP-AL) no comando na primeira etapa.
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Em vez de Lira, assumirá o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que lidera o partido desde o afastamento de Luciano Bivar após uma disputa interna em 2024. O mandato de Rueda terá duração ainda não divulgada, com Lira assumindo posteriormente. A mudança irritou o ex-presidente da Câmara, que chegou a ameaçar deixar o PP.
A articulação foi conduzida por aliados de Rueda, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conhecido por sua relação conturbada com Lira. A formalização da federação está marcada para esta terça-feira (29), mas as divergências expõem as tensões por trás da criação da nova força política no Congresso.
Apesar do poderio numérico, a desavença inicial pode impactar a coesão do grupo em votações estratégicas. A fusão, no entanto, segue como uma das principais apostas para a recomposição de forças no cenário político brasileiro.
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