O empresário Ricardo Martins David (União-RJ), conhecido como Ricardo Abrão, tomará posse como deputado federal no lugar de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), que perdeu o mandato na última quinta-feira (24) após decisão da Mesa Diretora da Câmara. Abrão, de 52 anos, é sobrinho do contraventor Aniz Abraão David, o Anísio, figura conhecida no mundo do jogo ilegal e patrono da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.
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Abrão já havia assumido temporariamente o cargo em outras ocasiões: primeiro como suplente da deputada Daniela Carneiro (União-RJ), quando ela foi para o Ministério do Turismo, e depois durante a passagem de Brazão pela Secretaria de Ação Comunitária do Rio, no governo do prefeito Eduardo Paes (PSD). Em seu breve período na Câmara, protocolou cinco projetos de lei, mas nenhum foi aprovado.
Em seu primeiro discurso como deputado, Abrão declarou que daria continuidade ao legado político da família, citando o pai, Farid Abraão (ex-prefeito de Nilópolis por três mandatos), e o tio Simão Sessim (deputado federal por dez legislaturas). Já seu outro tio, Anísio, tem histórico de prisões por crimes como formação de quadrilha, exploração de caça-níqueis e lavagem de dinheiro. Condenado em 2012, recorre em liberdade.
Caso Chiquinho Brazão e possibilidade de retorno
Brazão perdeu o mandato por ter faltado a mais de um terço das sessões deliberativas. Ele está afastado do Congresso desde março de 2022, quando foi preso pela Polícia Federal (PF) sob acusação de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), em 2018.
A decisão da Câmara, no entanto, não o torna inelegível. Se absolvido no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), ele poderá tentar recuperar o mandato ou disputar as eleições em 2026. O advogado do ex-deputado, Cléber Lopes, afirmou que a defesa foi notificada sobre as faltas e que a estratégia é buscar sua absolvição no STF para “restabelecer o mandato mais adiante”.
A posse de Abrão reacende debates sobre a influência de famílias tradicionais e figuras polêmicas na política fluminense. Agora, ele terá a chance de construir sua própria trajetória no Congresso, longe das sombras do caso que afastou seu antecessor.
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