O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 9 de maio o julgamento de um caso que escancara as entranhas antidemocráticas do bolsonarismo: a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti serão julgados pela invasão criminosa ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. O objetivo era fabricar um mandato de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, um dos principais alvos da extrema-direita por sua atuação firme na defesa da democracia.
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A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) não deixa dúvidas: Zambelli teria sido a mandante do ataque, enquanto Delgatti, réu confesso, executou o crime a seu mando. Apesar das negativas da parlamentar, as provas e o depoimento do hacker apontam para um esquema que mistura truculência política, lawfare e uma perigosa tentativa de desestabilizar instituições.
Este caso é sobre um projeto político que não hesita em recorrer a métodos ilegais para intimidar adversários e subverter a ordem democrática. Zambelli, figura notória por seus ataques ao STF e atos de violência política (como a perseguição armada a um opositor em plena via pública), agora responde por mais um capítulo de sua trajetória autoritária.
O julgamento no plenário virtual do STF será um teste decisivo para a Justiça brasileira. Se a condenação ocorrer, será um recado claro de que a impunidade para crimes cometidos por autoridades não pode perdurar. Mas, se a absolvição prevalecer, reforçará a sensação de que há um sistema de dois pesos e duas medidas: um para os poderosos e outro para o cidadão comum.
Em um momento em que o país ainda se recupera dos ataques golpistas de 8 de janeiro e da escalada de violência política patrocinada pela direita radical, o STF não pode vacilar. A democracia exige que os responsáveis por tentativas de sabotagem institucional sejam responsabilizados. Caso contrário, estaremos alimentando a farsa de que vale tudo na política – inclusive crimes digitais e fake law – desde que se tenha poder e influência.
O Brasil não pode mais conviver com a normalização do autoritarismo. Que o STF faça sua parte.
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