Povos Originários: Imagens e Memórias de Murilo Santos é tema de exposição no IESTI no próximo dia 25/04

O filme Araweté exibe um documentário sobre o povo Tupi da Amazônia que vive às margens do Igarapé Ipixuna, no médio Xingu, Pará.

Com um acervo histórico, o Instituto de Estudos Sociais e Terapias Interativas (IESTI) promove uma exposição que evidencia o trabalho do fotógrafo e cineasta Murilo Santos realizado juntos aos povos indígenas do Maranhão, Pará, Tocantins e Roraima dos anos 70 aos 90. Intitulada “Povos Originários: Imagens e Memórias de Murilo Santos”, a exposição será aberta nesta sexta-feira, dia 25 de abril, às 19h, na sede do IESTI, na Rua da Palma, nº 323, Centro Histórico de São Luís.

A ação é uma homenagem da instituição à trajetória de 55 anos de trabalho do artista e também ao mês em que se celebra a diversidade cultural dos povos indígenas e a preservação de sua cultura e história no Brasil.

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Composta de fotografias, projeção do filme Araweté (CEDI – 1991), projeção de registros cinematográficos originalmente filmados em película cinematográfica 16mm, não editados, a exposição apresenta também objetos como livros ilustrados com fotos suas, catálogos de mostra de cinema com filmes sobre povos indígenas e equipamentos antigos utilizados pelo artista para compor seu arquivo de imagens e som.

Entre os povos registrados pelas lentes de Murilo Santos, estão os Awá-Guajá, os últimos indígenas nômades do planeta, segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário). O filme Araweté exibe um documentário sobre o povo Tupi da Amazônia que vive às margens do Igarapé Ipixuna, no médio Xingu, Pará. Neste vídeo, eles falam sobre cosmologia, a vida na floresta, um histórico do contato com outros índios e com os brancos e a vida na aldeia.

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O incentivo ao audiovisual por meio da troca de experiências está entre as diretrizes do Instituo que desenvolveu, entre os projetos, a criação da Produtora Desterro, com a formação de jovens de São Luís em 2024. O cineasta Murilo Santos é homenageado com uma sala e seu nome.

Sobre o artista
Fotógrafo, cineasta e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Murilo Santos é um dos precursores do cinema no Maranhão. A sua produção cinematográfica reflete a rica diversidade e complexidade do Brasil, destacando a realidade local e proporcionando uma visão crítica sobre diversos temas. Seu trabalho contribui para a visibilidade e valorização do cinema regional brasileiro.
Murilo Santos sempre esteve ligado a movimentos sociais, tendo sido um dos fundadores da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH, em 1979. A sua primeira inserção na temática da qual trata esta exposição se deu a partir de 1979, quando integrou a Comissão Pró-Índio do Maranhão, surgida a partir da SMDH.
A sua participação nesta entidade deu-se desenvolvendo documentação em fotos e audiovisual para a entidade. Na segunda metade da década de 80, mudou-se para São Paulo onde passou a trabalhar como documentarista do Centro Ecumênico de Documentação e Informação- CEDI, hoje Instituto Socioambiental – ISA, até o ano de 1991.

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