O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), trouxe boas notícias nesta terça-feira (22): a previsão para a inflação oficial em 2024 caiu de 5,65% para 5,57%, indicando uma trajetória de desaceleração dos preços. Apesar de ainda estar acima do teto da meta (4,5%), a revisão para baixo reforça que as medidas de controle estão surtindo efeito.
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Para os próximos anos, o cenário é ainda mais positivo: em 2026, a expectativa se mantém em 4,5%, dentro da margem de tolerância, e, para 2027 e 2028, as projeções caem para 4% e 3,8%, respectivamente – próximas da meta central de 3%. O IPCA acumulado em 12 meses está em 5,48%, e a inflação de março (0,56%) já mostra desaceleração em relação a fevereiro (1,31%), um sinal de que a pressão sobre os preços está perdendo força.
Juros devem começar a cair em 2026, com economia em crescimento
A taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, tem sido a principal ferramenta do BC para conter a inflação. O mercado projeta que os juros atinjam 15% até o fim de 2024, mas a partir de 2026 a tendência é de queda gradual, chegando a 12,5% naquele ano e caindo para 10% em 2028. Isso significa que, nos próximos anos, o crédito deve ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos.
Economia brasileira ganha fôlego, com PIB revisado para cima
O mercado financeiro também elevou suas projeções para o crescimento econômico: de 1,98% para 2% em 2024 e de 1,61% para 1,7% em 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de um PIB avançando 2% ao ano, consolidando a recuperação após o forte desempenho de 2024 (3,4%).
O dólar, que preocupa muitos brasileiros, deve se manter estável, com projeção de R$ 5,90 no fim deste ano e R$ 5,96 em 2026 – uma variação pequena, que ajuda a manter a inflação de importações sob controle.
Perspectivas animadoras
Com a inflação desacelerando, os juros caminhando para baixo nos próximos anos e a economia mostrando resistência, o cenário econômico brasileiro aponta para uma fase de maior estabilidade e crescimento sustentável. Se as projeções se confirmarem, os próximos anos podem trazer mais confiança para consumidores e investidores.
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