Manifestações anti-Trump tomam ruas dos EUA em protesto por democracia e imigração

Trump, que se diz defensor de “valores cristãos”, parece esquecer que a história bíblica central da Páscoa é a do povo hebreu migrando em busca de liberdade.

Neste domingo de Páscoa (20), enquanto muitas famílias celebravam tradições de renovação e esperança, milhares de norte-americanos foram às ruas de Nova York, Washington e outras cidades para lembrar ao mundo que a verdadeira ressurreição é a da resistência popular. Em um contraste gritante com o discurso de união pregado pela data, os protestos contra Donald Trump revelaram um país profundamente dividido — mas também um povo disposto a lutar pela democracia.

Os manifestantes, organizados pelo movimento 50501 (50 protestos nos 50 estados), carregavam cartazes que misturavam denúncias políticas com ironia afiada: “Nenhum rei na América”“Resista à tirania”, e até imagens de Trump com um bigode reminiscente de Adolf Hitler. Kathy Vali, 73 anos, filha de sobreviventes do Holocausto, resumiu o clima: “A democracia corre grande perigo”. Suas palavras soam como um eco perturbador de um passado que muitos pensavam superado — mas que, em tempos de ascensão da extrema direita, volta como pesadelo.

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A Páscoa dos Excluídos: Imigrantes e a Luta por Justiça

Nada poderia ser mais simbólico do que protestar contra a política anti-imigração de Trump justo no Domingo de Páscoa, data que, para milhões de cristãos, marca a libertação e a travessia rumo a uma vida nova. Enquanto o governo tenta expulsar milhares de pessoas com base em uma lei obscura de 1798 — suspensa, felizmente, pela Suprema Corte —, os manifestantes responderam com um coro: “Os imigrantes são bem-vindos aqui”.

A ironia é cruel. Trump, que se diz defensor de “valores cristãos”, parece esquecer que a história bíblica central da Páscoa é a do povo hebreu migrando em busca de liberdade. Se hoje Jesus fosse um refugiado sírio ou uma mãe hondurenha fugindo da violência, seria barrado no muro da fronteira ou separado dos filhos nas prisões de imigração. A mensagem dos protestos é clara: não há celebração legítima da Páscoa em um país que nega abrigo aos perseguidos.

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Ressurreição da Democracia: A Esperança nas Ruas

A Páscoa fala de morte e renascimento. E, em 2024, a democracia norte-americana vive seu próprio calvário: ataques ao voto popular, cortes em direitos sociais, um presidente que governa para as elites e semeia ódio. Mas, assim como a Páscoa lembra que a opressão não tem a última palavra, os protestos mostram que a resistência está viva.

O movimento 50501, com suas centenas de manifestações planejadas, prova que a sociedade civil não será passiva. Em um momento em que forças reacionárias avançam pelo mundo — inclusive no Brasil, onde bolsonaristas ainda sonham com um retrocesso autoritário —, a mobilização popular nos EUA é um farol. A Páscoa nos ensina que a esperança não morre; ela se reinventa nas lutas coletivas.

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Neste domingo, enquanto Trump e seus aliados plutocratas talvez tenham celebrado a Páscoa em jantares luxuosos, o verdadeiro espírito da data estava nas ruas, nas vozes que clamam por justiça, na solidariedade que une imigrantes, trabalhadores e jovens. A lição é antiga, mas urgente: a liberdade não é dada — é conquistada. E, neste tempo de trevas, a resistência é o nosso renascer.

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