O ex-prefeito Calvet Filho é alvo de um inquérito policial (nº 006030/2025) por suposta prática de intolerância religiosa. Investigado por declarações ofensivas contra religiões de matriz africana, como a Umbanda, ele pode responder criminalmente com base na Lei nº 7.716/89, que pune discriminação por crença.
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Durante depoimento, Calvet Filho admitiu ter feito as falas, mas alegou estar “emocionado” no momento. No entanto, não demonstrou arrependimento e negou ter compartilhado um vídeo polêmico nas redes sociais, mesmo diante de provas que o vinculam à publicação. O delegado Rafael Barros Freire identificou indícios suficientes para enquadrá-lo no Artigo 20 da lei antirracismo, que prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa.
O ex-gestor também tentou se defender afirmando que, durante seu mandato, destinou recursos da Lei Aldir Blanc a terreiros e grupos religiosos afro-brasileiros. Entretanto, lideranças locais contestam a veracidade da alegação, acusando-o de usar a fé como instrumento político.
A comunidade rosariense tem reagido com indignação. Representantes de religiões de matriz africana exigem justiça e condenam o que chamam de “hipocrisia religiosa” do ex-prefeito, conhecido por se apresentar como cristão enquanto propaga discursos de ódio. O caso reacende o debate sobre intolerância no Brasil, país onde a Constituição garante liberdade de crença, mas onde ataques a cultos afro-brasileiros ainda são frequentes.
A investigação segue em andamento, e o Ministério Público deve decidir se denunciará Calvet Filho à Justiça. Enquanto isso, o ex-prefeito mantém silêncio sobre novas acusações.
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