Maranhão lidera taxa de internações por doenças ligadas à falta de saneamento no Nordeste

Pesquisa do Instituto Trata Brasil revela que estado registra 42,5 internações por 10 mil habitantes, índice seis vezes maior que a média nacional; falta de saneamento básico é apontada como principal causa

O Maranhão é o estado com a maior taxa de internações por doenças de transmissão feco-oral no Nordeste, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Trata Brasil. Com 42,5 internações a cada 10 mil habitantes, o índice é seis vezes superior à média nacional e reflete a grave situação do saneamento básico no estado.

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As doenças feco-orais, como gastroenterites virais, bacterianas e parasitárias, estão diretamente ligadas à falta de acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário. Elas são causadas por vírus, bactérias ou parasitas presentes nas fezes de pessoas infectadas, transmitidos por meio de água e alimentos contaminados ou pela falta de higiene das mãos. No Maranhão, a precariedade do saneamento básico e o acúmulo de lixo e esgoto a céu aberto agravam o cenário, expondo a população a riscos constantes.

Cenário preocupante
O estudo, divulgado às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, destaca que o Maranhão não só lidera o ranking no Nordeste, como também apresenta um dos piores índices do país. Enquanto a média nacional de internações por doenças feco-orais é de 7,1 por 10 mil habitantes, o estado registra uma taxa seis vezes maior.

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A situação reflete a desigualdade no acesso a serviços básicos no Brasil. Enquanto algumas regiões avançam no combate a essas doenças, o Maranhão ainda enfrenta desafios históricos, como a falta de investimentos em infraestrutura e políticas públicas eficientes para universalizar o saneamento básico.

Impacto na saúde pública
As internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado sobrecarregam o sistema de saúde e geram custos elevados para os cofres públicos. Além disso, elas afetam principalmente as populações mais vulneráveis, que vivem em áreas sem acesso a redes de água e esgoto.

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Especialistas alertam que, sem ações urgentes para melhorar o saneamento básico, o Maranhão continuará enfrentando surtos de doenças evitáveis. O estudo do Instituto Trata Brasil reforça a necessidade de investimentos maciços em infraestrutura e políticas públicas que garantam água tratada e coleta de esgoto para toda a população.

Enquanto isso, milhares de maranhenses seguem pagando com a saúde o preço da negligência histórica com o saneamento básico.

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