Um muro de 34 metros no bairro do João Paulo, na capital maranhense, ganhou novas cores, formas e um poderoso recado: “Consciência climática para sustentar o céu”. A intervenção artística, realizada pelo Coletivo Reocupa em parceria com artistas e organizações ativistas, é um chamado à reflexão e à ação diante da crise climática que ameaça o planeta.
A obra, que revitalizou o espaço em frente ao Centro Educacional Jackson Lago, foi idealizada pelo Coletivo Reocupa e contou com a participação dos artistas visuais Hagah (@hagah.br) e Will Barros (@willbarros), integrantes da Gruta do Mangue (@grutadomangue). Além deles, o projeto reuniu esforços de coletivos da Amazônia Legal, do Distrito Federal e de organizações como Instituto Clima e Sociedade (@climaesociedade) e Megafone Ativismo (@megafoneativismo), que atuam na interseção entre arte, mobilização social e justiça climática.
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A mensagem estampada no muro não é apenas um alerta, mas um convite à ação. “Se queremos um amanhã vivível, precisamos agir hoje”, reforça o coletivo. A iniciativa busca levar a discussão sobre as mudanças climáticas para além dos círculos acadêmicos e políticos, alcançando comunidades, escolas e bairros. “Que tal levar essa conversa para seu bairro, sua escola ou sua comunidade?”, provocam os organizadores.
A escolha de São Luís como palco para a intervenção não foi aleatória. A capital maranhense, cercada por manguezais e próxima a áreas de intensa exploração de recursos naturais, simboliza a urgência de debater os impactos ambientais e sociais das mudanças climáticas. A região, que integra a Amazônia Legal, é uma das mais afetadas pelo desmatamento, pela mineração e por grandes projetos de infraestrutura, que pressionam ecossistemas e comunidades tradicionais.
A arte, neste contexto, surge como ferramenta de resistência e transformação. “Acreditamos que a arte tem o poder de comunicar, mobilizar e sensibilizar as pessoas de uma forma que dados e estatísticas nem sempre conseguem”, explica um dos integrantes do Coletivo Reocupa. A revitalização do muro no João Paulo é apenas o começo de uma série de ações que devem se espalhar por outras cidades, sempre com o objetivo de ampliar o debate sobre justiça climática e engajar a população na luta por um futuro mais sustentável.
Enquanto o muro colorido chama a atenção de quem passa pela região, a pergunta ecoa: o que estamos fazendo hoje para garantir um amanhã possível? A resposta, sugerem os artistas e ativistas, está nas mãos de todos nós.
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