Comunidades quilombolas no Maranhão ficam isoladas após destruição de via de acesso por obra da Ferrovia Transnordestina

As famílias quilombolas exigem a recuperação imediata da estrada, que é vital para o transporte de pessoas e o escoamento da produção agrícola.

Comunidades quilombolas do município de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, enfrentam um grave problema de isolamento após a destruição da única via de acesso que liga suas localidades ao restante da região. A denúncia foi feita por Joércio Pires, presidente da Associação dos Produtores Rurais de Santa Rosa dos Pretos, à Agência Tambor. Segundo ele, máquinas que realizavam a manutenção da Ferrovia Transnordestina danificaram a estrada, afetando diretamente as comunidades de Boa Vista e Barreira dos Cunhais, localizadas no Território Quilombola de Santa Rosa dos Pretos.

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As famílias quilombolas exigem a recuperação imediata da estrada, que é vital para o transporte de pessoas e o escoamento da produção agrícola. Joércio Pires alerta que idosos, crianças e trabalhadores estão enfrentando dificuldades para se locomover, além de prejuízos econômicos devido à impossibilidade de escoar seus produtos. “A Ferrovia segue operando, enquanto as comunidades lutam pelo básico: acesso digno ao seu próprio território”, denuncia.

O problema começou há dois meses, quando a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) iniciou obras de manutenção na região. Desde então, os quilombolas relatam uma série de transtornos. “Pessoas estão impedidas de ir e vir em seus territórios. Moto e carro não estão passando. Além disso, produtores rurais não têm mais acesso às suas roças. Queremos que esse problema se resolva”, afirma Joércio Pires, que também é educador popular, pedagogo e mestre em Cartografia Social e Política da Amazônia.

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Com a chegada do período chuvoso, a situação se agravou. A lama formada no local tornou o trânsito ainda mais difícil, aumentando o isolamento das comunidades. A situação já havia sido denunciada anteriormente pela Associação de Direitos Humanos e Direitos da Natureza, Justiça nos Trilhos, que divulgou publicamente os impactos sofridos pelas famílias quilombolas.

Empresa é cobrada por solução

A Agência Tambor entrou em contato com a Ferrovia Transnordestina Logística (FTL) para obter um posicionamento sobre o caso. Até o fechamento desta edição, a empresa não havia se manifestado. A reportagem aguarda uma resposta e atualizará a matéria assim que novas informações forem fornecidas.

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Enquanto isso, as comunidades quilombolas seguem mobilizadas, cobrando uma solução urgente para o problema. A falta de acesso não apenas dificulta a vida cotidiana dos moradores, mas também ameaça a subsistência de famílias que dependem da produção agrícola para sobreviver. A situação expõe, mais uma vez, os desafios enfrentados por comunidades tradicionais na luta por direitos básicos e pela preservação de seus territórios.

Com informações da Agência Tambor.

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