Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), desvendou um esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Turilândia, no qual um posto de combustível foi utilizado para custear despesas pessoais, incluindo a faculdade de Medicina da ex-vice-prefeita do município, Janaína Soares Lima. A ação resultou na prisão de sete pessoas e no cumprimento de 40 mandados de busca e apreensão em São Luís e em outros cinco municípios maranhenses.
As investigações apontam que o posto Turing, pertencente ao marido da ex-vice-prefeita, era uma peça central no esquema. Além de justificar gastos públicos com o abastecimento de veículos da prefeitura, o estabelecimento teria sido usado para pagar boletos da faculdade de Janaína Soares Lima. Documentos analisados pelo MP-MA mostram que os valores repassados ao posto eram incompatíveis com a demanda real de combustível da frota municipal, levantando suspeitas de superfaturamento e desvio de dinheiro.
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O caso ganhou destaque após a descoberta de que o posto Turing não apenas servia como fachada para lavagem de recursos, mas também financiou diretamente os estudos da ex-vice-prefeita. Segundo as apurações, os pagamentos feitos pela prefeitura ao posto eram redirecionados para cobrir despesas pessoais dos envolvidos no esquema, incluindo os custos da graduação em Medicina.
Além do posto, outras cinco empresas contratadas pela administração municipal estão sob investigação: AB Ferreira LTDA, SP Freita Júnior, Lumines Serviços e WS Canindé. O MP-MA estima que o esquema tenha desviado cerca de R$ 34 milhões dos cofres públicos, com parte dos recursos sendo repassada a agentes políticos e servidores.
A operação, que ocorreu em Turilândia, São Luís, Santa Helena, Pinheiro, Governador Nunes Freire, Carutapera e Luís Domingues, contou com o apoio de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e análises de movimentações bancárias suspeitas. O MP-MA solicitou o bloqueio das contas dos investigados, incluindo as do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e da ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima.
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