O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL-MA) está sendo investigado por supostamente utilizar emendas parlamentares destinadas ao Ministério da Saúde durante o governo Bolsonaro para beneficiar o falecido agiota Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan. Segundo apurações da Polícia Federal (PF), o parlamentar escolhia valores incomuns, como R$ 1,048 milhão e R$ 4,123 milhões, para que o agiota pudesse identificar as prefeituras contempladas e cobrar os repasses posteriormente.
As conversas interceptadas pela PF revelam que os chamados “valores quebrados” funcionavam como uma espécie de código entre o deputado e o agiota. Esses montantes específicos, que fugiam dos padrões comuns de repasse, permitiam que Pacovan rastreasse as transferências de recursos públicos e cobrasse sua parte. O esquema teria sido utilizado para desviar verbas da Saúde, beneficiando tanto o agiota quanto o parlamentar.
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Além do esquema com as emendas, Josimar e Pacovan mantinham relações comerciais. Entre 2019 e 2020, um posto de gasolina do agiota recebeu R$ 1,6 milhão em contratos com a Prefeitura de Zé Doca, então administrada por Josinha Cunha (PL), irmã do deputado. O mesmo posto foi palco da execução de Pacovan, morto a tiros pelas costas em junho de 2024.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Josimar Maranhãozinho e os deputados Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) por corrupção passiva e organização criminosa. O caso expõe as estratégias utilizadas para burlar o sistema de repasses públicos e revela as conexões entre o poder público e o crime organizado.
A defesa do deputado nega as acusações e afirma que ele sempre agiu dentro da legalidade. Enquanto isso, a PF segue investigando as ramificações do esquema, que pode revelar novos detalhes sobre o uso de recursos públicos para benefício pessoal.
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