Um levantamento revelou que o prefeito de Pinheiro, André da Ralpnet (Podemos), recebeu uma doação de campanha de R$ 10 mil de Alam Xavier Silva, um dos investigados em um esquema que fraudou licitações e desviou mais de R$ 10 milhões dos cofres públicos da prefeitura de Bom Jesus das Selvas, também no Maranhão. As informações são baseadas em investigações do Ministério Público, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
De acordo com o levantamento, a doação foi feita por meio de transferência eletrônica durante a campanha eleitoral de André da Ralpnet, em 2020. Alam Xavier Silva, doador da quantia, é apontado pelo Ministério Público como um dos responsáveis pelos crimes de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário público e violação dos princípios da administração pública. Ele teria movimentado valores significativos com pelo menos oito investigados no esquema criminoso.
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Além disso, a gestão do prefeito André da Ralpnet nomeou três pessoas envolvidas no mesmo esquema para cargos públicos em Pinheiro: Duylio Fernandes da Silva, Eduardo Serra da Silva e Lydiane dos Santos Araújo Xavier. Duylio é primo de Alam Xavier Silva, enquanto Lydiane é sua esposa. Segundo as investigações, todos estão diretamente ligados ao esquema de fraudes e movimentaram grandes quantias em suas contas bancárias.
Fraudes em licitações e empresas de fachada
As investigações do GAECO apontam que as empresas WL Empreendimentos e J. Campos Empreendimentos foram usadas para fraudar licitações em Bom Jesus das Selvas. A WL Empreendimentos, em particular, foi identificada como uma empresa de fachada, sem sede funcional ou funcionários registrados. Relatórios técnicos comprovaram a manipulação de atestados e documentos para garantir a vitória das empresas em processos licitatórios, comprometendo a legitimidade dos contratos firmados.
O esquema também utilizou estratégias como saques elevados e depósitos fracionados para ocultar a origem do dinheiro desviado. As movimentações financeiras dos investigados indicam um padrão de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Com informações da Folha do Maranhão.
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