Escola construída há mais de um ano no Maranhão segue sem inauguração por disputa fundiária

Ministério Público instaura procedimento administrativo para acompanhar caso e cobrar solução da Prefeitura de São Francisco do Brejão

Uma escola construída há mais de um ano no Povoado Capemba D’Água, no município de São Francisco do Brejão, no Maranhão, permanece sem inauguração devido a uma disputa fundiária envolvendo o terreno onde a unidade foi erguida. A obra, realizada por meio do programa Escola Digna, da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), foi embargada após a proprietária do imóvel alegar inadimplência por parte da Prefeitura.

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O caso ganhou atenção após denúncia do vereador Francisco Vale, que relatou a situação ao Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA). Em resposta, a 2ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Açailândia instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar o caso e cobrar providências da Prefeitura de São Francisco do Brejão.

De acordo com informações da SEDUC, a escola foi construída em um terreno que não era de posse da Prefeitura. A herdeira do imóvel, identificada como Vera Alice, afirmou que o valor acordado pela área não foi pago pela gestão municipal anterior, o que levou ao embargo da obra. A unidade está quase finalizada, restando apenas acabamentos, como a pintura da fachada.

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O Ministério Público emitiu uma recomendação à prefeita e ao secretário municipal de Educação, exigindo a regularização da situação fundiária do terreno. Entre as medidas sugeridas está a instauração de um procedimento de desapropriação por utilidade pública, caso não seja alcançada uma solução amigável com a proprietária. A Prefeitura terá 30 dias para informar as providências adotadas.

“A educação é um direito social fundamental, garantido pela Constituição Federal. A paralisação de uma obra pública essencial, como uma escola, viola princípios constitucionais e prejudica diretamente a comunidade”, destacou o promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior, responsável pelo caso.

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A recomendação do MP também alerta para a possibilidade de adoção de medidas legais, como a propositura de uma ação civil pública por improbidade administrativa, caso a Prefeitura não cumpra as determinações.

Impacto na comunidade
A escola no Povoado Capemba D’Água foi construída para atender crianças e adolescentes da região, que atualmente enfrentam dificuldades de acesso à educação. A demora na conclusão da obra tem gerado insatisfação entre os moradores, que esperam ansiosamente pela inauguração da unidade.

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O caso agora será acompanhado de perto pelo Ministério Público, que espera uma solução rápida e eficiente para garantir o direito à educação das crianças e adolescentes da região.

Próximos passos
A Prefeitura de São Francisco do Brejão terá que apresentar, no prazo de 30 dias, as medidas adotadas para regularizar a situação do terreno e concluir a obra. Enquanto isso, a comunidade local aguarda uma resolução que permita, finalmente, a inauguração da escola e o início das atividades educacionais.

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O Ministério Público reforça que a inércia ou o descumprimento das recomendações poderá resultar em ações judiciais contra os responsáveis, incluindo a possibilidade de sanções por improbidade administrativa.

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