A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, marcando o menor índice da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice recuou 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de junho a agosto, e 1,4 p.p. na comparação anual. Essa redução representa 6,8 milhões de pessoas em busca de emprego, o menor contingente desde 2014.
No período de um ano, 1,4 milhão de pessoas saíram da desocupação. Desde o pico de 14,9% registrado em setembro de 2020, durante a pandemia, a taxa caiu 8,8 pontos percentuais, e o número de desempregados reduziu-se em 55,6%.
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Ocupação alcança novo recorde
A população ocupada atingiu 103,9 milhões de pessoas, marcando um recorde histórico. O número reflete um aumento de 25,8% em relação ao trimestre encerrado em agosto de 2020, auge da pandemia. O setor privado empregou 53,5 milhões de pessoas, com 39,1 milhões possuindo carteira assinada. O nível de ocupação subiu para 58,8%, também o maior já registrado.
A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que o crescimento tem sido impulsionado por trabalhadores formais e informais. “O ano de 2024 caminha para o registro de recordes na expansão do mercado de trabalho brasileiro”, afirmou.
Informalidade e rendimento
A taxa de informalidade ficou em 38,7%, com 40,3 milhões de trabalhadores informais. Apesar de ligeiramente abaixo do trimestre anterior, o índice permanece expressivo. O rendimento real habitual subiu 3,4% no ano, alcançando R$ 3.285, enquanto a massa de rendimento atingiu um recorde de R$ 332,7 bilhões, crescimento de 7,2% em comparação ao ano anterior.
Expansão setorial
Quatro setores impulsionaram o aumento da ocupação no trimestre: Indústria (309 mil novas vagas), Construção (269 mil), Administração Pública e serviços relacionados (215 mil), e Serviços Domésticos (174 mil). Na comparação anual, sete setores registraram alta, com destaque para Comércio e Reparação de Veículos (+692 mil) e Administração Pública (+790 mil). No total, esses setores geraram 3,5 milhões de novos empregos no último ano.
PNAD Contínua: um panorama do mercado de trabalho
A PNAD Contínua, principal pesquisa sobre força de trabalho no Brasil, abrange cerca de 211 mil domicílios e é realizada trimestralmente em 3.500 municípios. Durante a pandemia, o IBGE adaptou a coleta de dados, mas retornou ao modelo presencial em julho de 2021.
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