Deputados de direita estão articulando uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê cortes drásticos em áreas essenciais. Entre as principais medidas estão o congelamento de aumentos reais do salário mínimo até 2031 e a redução de repasses obrigatórios para saúde e educação.
A PEC, liderada por Kim Kataguiri (União Brasil), Júlio Lopes (Progressistas) e Pedro Paulo (PSD), também propõe desvincular os benefícios sociais do salário mínimo, corrigindo-os apenas pela inflação. Outra alteração sugerida é limitar o abono salarial aos trabalhadores que recebem até um salário mínimo, em vez de dois, como ocorre atualmente.
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Resistência e críticas
A proposta gerou reações imediatas. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) acusou os autores de promoverem um ataque aos mais pobres: “A direita é insaciável! Quer congelar o salário mínimo e reduzir dinheiro para saúde e educação. Um verdadeiro absurdo!”
Enquanto isso, o grupo de deputados busca reunir as 171 assinaturas necessárias para levar o texto à tramitação. A coleta deve começar ainda esta semana.
Pacote do governo federal
Paralelamente, o governo Lula finalizou seu pacote de cortes fiscais, que será apresentado após reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, prevista para esta quarta-feira (27).
O embate no Congresso deve ser acirrado, com a oposição prometendo barrar medidas que afetem diretamente a população mais vulnerável.
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