Rico não precisa se defender se tem pobre de direita para isso

Ajuste fiscal sem cortar direitos? Márcio Jerry defende taxação dos super-ricos e combate à sonegação para garantir justiça tributária e proteger os mais vulneráveis.

Em um cenário político marcado por intensas discussões sobre desigualdade social, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) provocou um acirramento de ânimos nas redes sociais ao se posicionar contra ajustes fiscais que penalizem os mais vulneráveis. Em sua publicação no X (antigo Twitter), Jerry criticou cortes em áreas essenciais como saúde, educação e previdência, sugerindo alternativas que não onerassem as camadas mais pobres da população.

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A fala do parlamentar se concentra na ideia de que ajustes fiscais podem ser feitos sem prejudicar os mais necessitados. Ele defendeu uma reforma tributária que se focasse no combate à sonegação fiscal, na taxação dos super-ricos e no aumento da tributação sobre lucros e dividendos. “Não é aceitável fazer ajuste fiscal com cortes na previdência, saúde e educação. Dá para melhorar a receita – e muito! – ampliando o combate à sonegação, taxando os super-ricos, taxando lucros e dividendos. Ajuste com justiça tributária e não mandando a conta para os que mais precisam”, afirmou Jerry.

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A proposta gerou uma reação imediata entre alguns setores da sociedade, especialmente entre aqueles que se consideram parte da elite econômica. A incomodidade com a crítica à concentração de riqueza é visível, embora, curiosamente, os indivíduos que se consideram “super ricos” não figuram nas listas tradicionais dos mais ricos do Maranhão. Esse contraste levanta questões sobre quem, de fato, se beneficia das políticas fiscais atuais e quem acaba pagando a conta.

O pensamento expresso por Jerry se alinha ao famoso ditado de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, que afirma que “o pior inimigo de um pobre é o outro pobre que se acha rico e que defende aqueles que os tornam pobres”. Ao falar em taxação dos ricos, Jerry toca em uma questão sensível: a divisão de classes, onde muitas vezes são os próprios mais humildes que se colocam em defesa daqueles que os mantêm em uma posição de vulnerabilidade econômica.

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O discurso sobre a necessidade de uma reforma fiscal justa, que não penalize os mais necessitados, parece ser uma resposta não apenas a uma retórica política, mas também a uma percepção popular crescente sobre a desigualdade e a concentração de riquezas no Brasil. Ao mesmo tempo, coloca em questão o papel daqueles que, mesmo não sendo verdadeiramente parte da elite financeira, se posicionam ao lado dela na defesa de um sistema tributário que beneficia as grandes corporações e os mais ricos.

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