Indígenas da Reserva Alto Turiaçu, localizada no interior do Maranhão, estão lutando contra incêndios que há dias consomem parte da vegetação amazônica. A área afetada faz parte de um território que abrange cerca de 530 mil hectares e abriga diversas espécies de animais silvestres.
A seca prolongada, com três meses sem chuvas, reduziu drasticamente a umidade da vegetação, criando um cenário propício para a propagação rápida das chamas. “Qualquer faísca é suficiente para desencadear um incêndio de grandes proporções”, relataram brigadistas locais, que estão trabalhando incansavelmente para conter o avanço do fogo.
✅ Seja o primeiro a ter a notícia. Clique aqui para seguir o novo canal do Cubo no WhatsApp
Com uma probabilidade de chuva praticamente inexistente — estimada em apenas 1% —, as equipes de combate se concentram na criação de barreiras para isolar os focos de incêndio e evitar que o fogo avance por outras áreas da floresta. A vegetação seca tem servido como combustível, facilitando a devastação.
O cacique Cecin Ka’apor, liderança indígena da reserva, expressou preocupação com a situação. “Tá morrendo jabuti, cutia, preguiça, e a gente não quer isso”, lamentou. Além do impacto ecológico, a destruição ameaça o modo de vida tradicional da comunidade, que depende diretamente da floresta para subsistir.
A Reserva Alto Turiaçu, considerada uma das áreas mais preservadas do Maranhão, enfrenta agora um dos maiores desafios ambientais dos últimos anos. A luta para conter o fogo é também uma batalha para proteger um ecossistema rico e evitar que as perdas ambientais se tornem irreparáveis.
Leia outras notícias em cubo.jor.br. Siga o Cubo no BlueSky, Instagram e Threads, também curta nossa página no Facebook e se inscreva em nossos canais, do Telegram e do Youtube. Envie informações e denúncias através do nosso e-mail.


Deixe um comentário