Nos primeiros nove meses de 2024, o Maranhão já registrou 46 casos de feminicídio, uma estatística alarmante que coloca o estado a apenas quatro ocorrências de igualar o número total de feminicídios em 2023, quando 50 mulheres perderam a vida de forma violenta. A divulgação desses dados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) acende o alerta para a gravidade da situação, uma vez que os números de 2024 revelam uma escalada de violência contra as mulheres em comparação com o ano anterior.
Dos casos registrados, nove ocorreram na Grande Ilha de São Luís, área que concentra uma parcela significativa dos crimes. Entre os suspeitos, estão atuais ou ex-companheiros das vítimas, como namorados, maridos e parceiros que, em grande parte, agem por motivação de ciúmes ou inconformismo com o término dos relacionamentos.
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O balanço divulgado pela SSP-MA também aponta que 37 dos autores dos crimes já foram presos, enquanto quatro permanecem foragidos. Um dos acusados responde em liberdade por decisão da Justiça, e outros quatro cometeram suicídio logo após matarem suas companheiras. Na Grande Ilha, sete homens estão detidos, e dois dos foragidos são suspeitos de feminicídio na região.
A crescente violência contra as mulheres evidencia a necessidade urgente de reforço nas políticas públicas de combate ao feminicídio e de apoio às vítimas de violência doméstica no Maranhão. Autoridades e organizações de defesa dos direitos humanos vêm alertando para o agravamento dessa situação e a importância de ações preventivas para frear a escalada de crimes motivados por relações abusivas.
Esses números são um reflexo da violência de gênero que atinge mulheres em todo o Brasil, e mostram que o feminicídio continua sendo um problema grave e ainda sem solução efetiva. A sociedade e o poder público são desafiados a reagir, intensificando a proteção às vítimas e garantindo que esses crimes não fiquem impunes.
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