Incêndio no Parque Nacional da Chapada das Mesas já dura 15 dias e preocupa autoridades

O avanço das chamas, impulsionado pelos ventos fortes, já preocupa comunidades rurais dentro e ao redor do parque.

Desde a última terça-feira (10), brigadistas do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) trabalham incansavelmente para conter um incêndio que devasta o Parque Nacional da Chapada das Mesas, localizado em Carolina, a 860 km de São Luís. A área, que abrange 160 mil hectares, é um dos destinos turísticos mais importantes do estado, mas está sob ameaça do fogo há 15 dias.

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Segundo informações do CBMMA, as equipes enfrentam grandes dificuldades devido às altas temperaturas, ventos fortes e à vegetação extremamente seca, características típicas dessa região de cerrado. Apesar da gravidade da situação, o Complexo Turístico da Pedra Caída, um dos principais atrativos locais que recebe milhares de visitantes ao longo do ano, não corre risco imediato. O ponto turístico segue operando normalmente.

Propagação das chamas ameaça comunidades rurais

O avanço das chamas, impulsionado pelos ventos fortes, já preocupa comunidades rurais dentro e ao redor do parque. Famílias que vivem nessas áreas estão sendo orientadas pelas autoridades a adotarem medidas de precaução, uma vez que o fogo tem se alastrado para diferentes pontos do parque, colocando em risco não apenas a fauna e flora locais, mas também os moradores.

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Maranhão: recorde de focos de incêndio em 2024

O Maranhão enfrenta um dos piores cenários de queimadas dos últimos anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 9,3 mil focos de incêndio foram registrados em todo o estado até agora. A região de cerrado, onde está localizada a Chapada das Mesas, é a mais afetada.

A cidade de Balsas, a 810 km da capital, também está enfrentando sérios problemas com incêndios, que atingem tanto áreas de vegetação nativa quanto zonas agrícolas e terrenos baldios. Em Serra do Penitente, no extremo sul do Maranhão, brigadistas particulares lutam para controlar o fogo que já consumiu três lavouras de milho com palhada.

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O estado lidera o ranking de queimadas no Nordeste, e somente nos primeiros cinco dias de setembro, 792 focos de incêndio foram registrados. A maioria das ocorrências está concentrada na região de cerrado, onde a seca prolongada e o clima árido agravam ainda mais a situação. Este ano, o período de estiagem se mostrou mais severo, com um aumento de 9% nos incêndios florestais em relação ao mesmo período do ano passado.

Alerta de baixa umidade e cuidados à população

Em meio à crise ambiental, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para o estado nesta quarta-feira (11), devido à baixa umidade relativa do ar. O alerta, válido até as 21h do mesmo dia, indica risco à saúde da população, que deve adotar medidas preventivas como ingestão de líquidos, evitar atividades físicas intensas e exposição ao sol, além de utilizar hidratantes e manter os ambientes umidificados.

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As autoridades seguem monitorando a situação de perto e reforçam a importância de seguir as recomendações para minimizar os riscos à saúde e aos bens naturais da região. Enquanto isso, os esforços para controlar os incêndios continuam, mas a previsão de clima seco e ventos fortes desafiam ainda mais o trabalho dos brigadistas.

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