A beleza da Lagoa da Jansen, um dos cartões-postais de São Luís, está sendo ofuscada por um fenômeno preocupante: a proliferação de aranhas que cobrem o topo das árvores com teias densas e assustadoras. Moradores e frequentadores da área estão alarmados com a situação, que reflete um sério desequilíbrio ecológico na região.
Desde 2018, a presença dessas aranhas tem sido notada com intensidade crescente. Segundo o oceanógrafo Leonardo Lima, a combinação de temperaturas elevadas e a ausência de vazão adequada da lagoa criam um ambiente propício para a reprodução dessas aranhas. “Quanto maior a temperatura, maior a proliferação em volta da lagoa. E sem a vazão, a água doce predomina, afastando a salgada e contribuindo para o desequilíbrio que atrai as aranhas para a região”, explica Lima.
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Ainda que sejam aranhas de jardim, consideradas inofensivas para humanos, o cenário é preocupante. Elas se alimentam de mosquitos, o que, por um lado, ajuda a reduzir a população de insetos na área. Contudo, a proliferação excessiva desses aracnídeos é um indicativo claro de um ecossistema desequilibrado, exigindo atenção urgente das autoridades ambientais.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) afirmou, em nota, que realiza monitoramento contínuo da qualidade da água na Lagoa da Jansen, com análises físico-químicas e bacteriológicas, além de vistorias técnicas e monitoramento por drones. No entanto, a proliferação das aranhas sugere que essas ações não têm sido suficientes para restaurar o equilíbrio ecológico da lagoa.
Nota da Sema na Íntegra:
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informa que, no âmbito de suas competências de monitoramento e fiscalização, tem executado o Plano de Ação do Parque Ecológico da Lagoa da Jansen, realizando o monitoramento da qualidade da água, com análise de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos, assim como vistorias técnicas e monitoramento por drones.
A Sema ainda ressalta que, em relação à proliferação de aranhas, as temperaturas mais altas e condições suficientes de umidade e de alimento têm criado um ambiente propício para a reprodução de insetos e aracnídeos. Desse modo, é importante alertar a população para evitar o acúmulo de resíduos nas proximidades e água em recipientes e reservatórios, o que evita o aumento de insetos, que pode ocasionar a maior presença das aranhas na região.*
Especialistas destacam que ações mais contundentes são necessárias para reverter esse quadro. A comunidade científica e ambientalistas locais têm pressionado por uma abordagem mais integrada e eficaz para restaurar o equilíbrio da Lagoa da Jansen, destacando que apenas o monitoramento não basta. É urgente implementar medidas que garantam a vazão adequada da lagoa e a manutenção de sua biodiversidade, para que a proliferação de aranhas não seja mais um sintoma de um ecossistema em colapso.
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